Tenho uma amiga chamada Dayane e, como era de se esperar, o apelido dela é Day. Somos amigas há uns 15 anos mas nos últimos anos nosso contato não é tão frequente, mas existe. De vez em quando nos telefonamos ou nos encontramos e é aí que entram as "mensagens do além".
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Coisas estranhas - minhas e dos outros
Tenho uma amiga chamada Dayane e, como era de se esperar, o apelido dela é Day. Somos amigas há uns 15 anos mas nos últimos anos nosso contato não é tão frequente, mas existe. De vez em quando nos telefonamos ou nos encontramos e é aí que entram as "mensagens do além".
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De onde isso saiu: Coisas dos outros, Coisas minhas, Pergunte ao Freud
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Onde Tudo Começou - by Edu Bucha
Colaboração do Sr. Edu Bucha a este blog. Para entender melhor o que se passa, ler isso aqui antes!
Creio que o começo de tudo vem de tempos que nem eu mesmo recordo e sim das histórias que minha mãe contava sobre quando eu era muito pequeno... Eu era o coisinha ruim da família... O priminho que batia e judiava dos outros e não sentia remorso e também o que mais apanhava. Não vou entrar em detalhes sobre o que eu fazia com os outros (já fiz isso uma vez e não deu muito certo quando falei sobre o que fiz com o pé de um dos meus primos quando ele foi dormir em casa. ate hoje, hora ou outra a dona kell vem me lembrar sobre o fato e fazer chantagens dizendo que vai me denunciar para este meu primo, que por sinal, ate hoje não sabe porque tem o dedinho do pé torto pro lado de fora do pé). Mas o fato é que por coisas deste tipo (não por essa do pé, pois ate hoje não fui descoberto), eu apanhava demais, minha mãe pode ser considerada uma monja dos ensinamentos budísticos de como bater na bunda de uma criança e fazer ficar em seu devido lugar. (sempre que vejo aquela animação da avaiana de pau lembro saudosamente dessa época... se não conhece essa animação você tem que acessar o site do mundo canibal e procurar a animação da avaiana de pau... vai lá, bota o google pra trabalhar pra você).
Bom, mas e o que tem a ver eu apanhar mais que preso em penitenciária quando entra a tropa de choque quando era pequeno com bater nas coisas pra fazer funcionar?
"Oras bolas", como diria o marinheiro Popeye, tudo!
Agora já crescido, (pelo menos no que se diz respeito à idade física e não mental) analisando por esta perspectiva, dá pra se concluir que esta pode ser uma possível teoria sobre algo muito maior do que fazer uma criança parar de ficar beliscando o braço do primo porque ele chamou você de bobo.
Pense comigo:
garotinho enxaqueca maltratando priminho = funcionamento errado, comportamento defeituoso ou alterado.
Garotinho enxaqueca depois de levar altas chineladas na bunda = quietinho no canto pra onde foi mandado (boa parte das vezes ia berrando aos prantos também pois doía também... Como diz o ditado, "havaiana mole em bunda dura, de tanto que bate dói pra caramba"), e o comportamento errado de beliscar o priminho já deixou de existir. (pelo menos até o próximo encontro com o mesmo, pois aí eu iria fazer alguma coisa com ele por ter chamado a minha mãe para bater em mim por eu ter beliscado ele... Era praticamente um círculo vicioso... Nunca fui bom nessa parte de aprender com os erros e sempre vivia repetindo as mesmas coisas, embora sempre com alguma variação pra não cair na rotina... às vezes era um beliscão, às vezes um chute na canela, outras um croquinho... Uma vez dei um croquinho fraco no meu primo (não o do dedinho do pé, o outro com quem convivia praticamente todo dia na casa da minha vó) e ele começou a chorar e tenho certeza que fez isso só pra me vereu apanhando da minha mãe mais uma vez e antes que eu conseguisse falar que foi fraco e não doeu nada, o estrago já estava feito e a havaiana tava correndo solta... No dia seguinte dei um forte pra ele aprender também...
Fazendo uma analogia à técnica da chinelada na bunda a uma pancada em um eletrônico devemos levar em conta também os seguintes fatores:
Intensidade da força aplicada: Talvez o fator principal para se tornar um guru nesta arte, mas que era de completo desconhecimento por parte da minha mãe, pois ela soltava o braço... Quando corria atrás de mim para desfechar o primeiro golpe, ela era uma mistura de rebatedor de baseball com alguém correndo atrás de uma barata pra dar uma chinelada, só que não tinha strike 1, 2 e 3 quando ela errava... A caçada só parava após a barata (no caso eu) ser abatida... E vale ressaltar doía demais... E quando ela exagerava, não adiantava falar pra eu ficar quieto, calar a boca, pois o estrago já estava feito. O mesmo vale pra quando você se aventurar em seus primeiros consertos...
Esqueça a raiva que está sentindo pelo treco que parou de funcionar e comece devagar ao invés de usar potência máxima logo de início. Você verá que às vezes um simples tapinha resolve algo que você pensava só ser possível resolver na base da pancada.
Local onde é aplicado o esforço: Lógico! não adianta sair dando tapa a torto e a direito no seu eletrônico (ou na criança, não necessariamente nessa ordem). Nisso até que a dona Ines tinha alguma noção e na maioria das vezes acertava o alvo corretamente com suas chineladas mortais, no caso a bunda do filho, mas às vezes ocorria o imprevisto de numa rápida mudança de direção da trajetória da criança que estava fugindo e, ao invés de atingir as regiões voluptuosas da criança, a chinelada saía bem acima da dita cuja, manja aquela parte onde algumas pessoas têm covinhas? Então, bem no meio... Ardia pra caramba quando pegava lá e aí era mais tempo que a dona Ines teria que ficar ouvindo o coitadinho do filho berrando e assim sendo, mais tempo pra ele ficar sossegado no canto dele. Portanto quando o tapa de baixa intensidade não resolver e tiver que partir pra um tapa forte ou uma pancada moderada, procure pela região mais sólida e firme do objeto problemático para não acabar de vez com o que já está ruim.
Ângulo de Ataque: o exemplo acima pode muito bem ser utilizado para este tópico. Sempre procure desferir o golpe na parte mais firme do objeto, tendo em vista o local onde deseja acertar e procure evitar cantos pontiagudos, pois além da pancada não surtir efeito, você poderá se machucar. Chineladas nos joelhos e cotovelos não doíam nada e não surtiam efeito, mas tenta dar um murro na ponta de uma faca pra ver o que acontece... Sacou?
Ritmo: Sim, algumas vezes você só conseguirá resolver o problema se souber impor um ritmo na batida, mais ou menos como fazer uma coisa pegar no tranco, pois tem dias que somente uma chinelada, digo, uma pancada isolada não resolve. Lembra o ditado da havaiana mole em bunda dura? Então, quando você obtiver uma resposta positiva do objeto problemático após exercer um estímulo sobre ele, continue aplicando o estímulo de forma uniforme até que o objeto recobre suas funções normais.
A explicação científica para o funcionamento desta técnica é simples. Tomemos mais uma vez a dona Ines correndo atrás de seu intrépido filho...
Ao acertar a primeira chinelada, o garoto soltava um AI, mas ainda assim persistia em fugir do castigo, na segunda já era um AAAAI mais longo e já começava a pensar no que seria melhor: sossegar de uma vez, levar mais umas 3 chineladas, ir pro canto e acabar logo com isso ou continuar correndo e apanhar mais ainda por fazer a sua mãe ficar correndo?
Quando ocorre a primeira opção, tudo se normaliza, a dona Ines não se estressava muito, a criança levava as merecidas chineladas, chorava um pouco e já estava pronto pra outra. Traduzindo, você dá uns tapas, o treco volta a funcionar, você pode ter se aborrecido por alguns instantes, mas daqui a pouco já esqueceu que teve um problema e life goes on...
Agora na segunda opção o que ocorria era o seguinte. Às vezes a vontade de não apanhar era maior do que aceitar o fato de que iria apanhar de qualquer jeito, e por vezes chegava a imaginar que naquela vez eu poderia me safar. Mas dona Ines era persistente, queria ver seu filho funcionando (se comportando) como os outros filhos normais nem que fosse à base do tapa e a cada chinelada, um AAAAI maior era observado, e após uma seqüência combo estilo a la Street Fighter x Marvel, os AIs começavam a entrar em ressonância e a virar um grande AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA e o resto da história vocês já conhecem... choro, castigo mais longo, mas de qualquer forma a criança sossegava novamente... Traduzindo novamente, se no primeiro tapa não teve uma resposta positiva de seu eletrônico, continue insistindo até conseguir uma, e ao obter este pequeno lampejo de esperança, continue que muitas vezes você pode trazer a luz novamente onde antes só havia escuridão.*
*OBS: ao aplicar esta técnica, muitas vezes você pode esquecer a primeira regra básica que diz respeito da intensidade da força aplicada e você pode começar a perder a paciência e se descontrolar e querer jogar seu eletrônico na parede ou pela janela do décimo primeiro andar do seu prédio.**
** OBS da OBS: Caso você chegou no nível em que não tem mais um pingo de paciência para tentar fazer a coisa funcionar como você quer duas coisas podem acontecer:
Ou você acaba com o treco de vez e se vê com um problema a menos ou você continua com o treco.
Se você acaba com o treco, muito bem, caso contrário, duas coisas podem acontecer:
Ou você continua tentando arrumar do seu jeito ou manda pra um técnico especializado (no caso da criança, ser mandada pra um reformatório, psicólogo ou coisa do tipo)
Se você continua tentando arrumar do seu jeito duas coisas podem acontecer:
Você conseguir arrumar o treco e seguir sua vida adiante com um problema a menos, ou o problema pode continuar por tempo indeterminado até você resolver mandar pra um técnico especializado.
Se você manda pra um técnico 2 coisas podem acontecer:
O técnico resolve o problema e você pode seguir sua vida adiante com um problema a menos, ou o técnico devolve o produto num estado pior do que quando você enviou.
Caso o técnico resolva o problema, já expliquei lá em cima... já estou ficando pirado de tanto repetir e estou perdendo a linha de raciocínio, caso o produto voltou num estado pior do que quando você enviou 3 coisas podem acontecer:
De tanta raiva que já passou com o treco, resolve acabar com o técnico idiota que só fez * porcaria*, ou você acaba com o treco de vez e se vê com um problema a menos ou você continua com o treco.
Se você acaba com o técnico, muito bem, agora só restam 2 problemas...
Se você acaba com o treco, muito bem, caso contrário, duas coisas podem acontecer...
PS: Pra minha sorte, minha querida mãe continuou insistindo em querer dar um jeito em mim ao invés de me mandar pra alguma espécie de "técnico" até o dia em que as chineladas pararam de surtir efeito e eu comecei a dar risada, enquanto ela me acertava a torto e a direito com sua havaiana surrada e hoje estou aqui podendo transmitir estes ensinamentos para futuras gerações.
Moral da história, se é que tem uma:
"Um tapa de vez em quando é bom, mas bata moderadamente"
"Se você acredita em próxima encarnação, quando for uma criança e fizer coisas erradas, tenha certeza que consegue correr mais do que sua mãe com uma havaiana na mão"
"Pra alguém perder tempo escrevendo tanta bobagem, este alguém só pode estar desempregado"
Abaixo espaço para vocês escreverem sua "moral da história":
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Abaixo alguns dos problemas que já enfrentei resolvidos na base do Tapa (T), alguns itens abaixo mesclados com a técnica do abrir e fuçar(A-F) e alguns com a técnica do super bonder (SB). Quem sabe numa outra história explico as outras técnicas...
Câmera Digital Nikon Coolpix 990 (T + A-F + SB + Araldite + álcool isopropílico)até hoje o conserto mais complexo.
Mais de 20 HDs na época que trabalhava na Olliveti (T)
Caixa de som Surround do meu aparelho Aiwa (T)
2 fontes de computador barulhentas que voltaram a ficar silenciosas (T)
Luminária fluorescente de 7w para leitura de livros (T)
Robô Ding-Bô que não andava (T + A-F)
Armatron (T)
Monitor LG Flatron 795ft plus (T + A-F)
Luz de teto do meu carro (T)
Farol alto do meu carro (T)
Mouse ótico genius (T)
Meu primo fingindo que estava engasgado (T)
Marcapasso do meu tio (T + A-F)(detalhe que ele estava instalado no peito do meu tio)
Inclinação da Torre de Pizza (T)
Fazer a Terra girar (T)
Invenção da cortada no vôlei (T)
Postado por Kell às 00:34 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Coisas dos outros, Inutilidades e afins
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Direito de resposta
NÃO LEIA ESTES POST ANTES DE LER O DO DIA 14/01, SENÃO VOCÊ NÃO VAI ENTENDER NADA MESMO!
Agora que você já leu o post do dia 14, uma explicaçãozinha:
No referido post, falei do meu amigo Edu e suas técnicas macabras para conserto de eletro-eletrônicos. Segue a resposta dada pelo Edu, já que ele é o entendido no assunto.
Edu, desculpe por não ter colocado nenhum dos títulos que você sugeriu, mas é que o meu título é mais explicativo.
Segue o texto (quase) na íntegra. Perdoem-me a censura, mas é que não dava mesmo.
"um tapinha nao doi (mas as vezes resolve), em busca da batida perfeita foram 2 titulos que me passaram pela cabeca enquanto eu tomava banho e poderia falar tambem (CENSURADO), mas acho que ja ficaria de muito mau gosto em um blog tao politicamente correto como o dessa mocinha que cuida tao carinhosamente desta casa de textos filosoficos. a proposito, todo o texto ficara sem acento, sem cedilha e sem maiusculas, pois estou digitando no escuro no notebook do meu pai e o teclado, alem de ser padrao americano, nao tem aqueles frufruzinhos em cima das teclas f e j pra gente saber onde a mao esta localizada. pra completar estou com o youtube aberto ao fundo rodando um video de uma musica do guitar hero que fiquei viciado desde a ultima vez que brinquei disso na casa de um amigo... bem meu estilo, musica velha, provavelmente quem tocava ela ja deve estar falecido ou o grupo ja nao existe há um bom tempo, mas que a musica eh boa eh... free bird tocada por esse cara de nome estranho Lynyrd Skynyrd (esta em maiuscula pois tive que copiar depois de tentar escrever 5x seguidas e nao sair certo), mas este texto nao tem nada a ver com musicas velhas, libertar passarinhos, video game ou guitar hero e sim sobre tapas, batidas e pancadas.
apos a dona kel me informar que depois de dar umas batidinhas em seu celular defeituoso que havia caido numa lata de lixo cheia de suquinho no fundo (carregue sempre um pano umedecido com alcool caso pretenda pedir o celular dela emprestado), o mesmo voltou a funcionar e ela se lembrou de mim, dizendo que eu havia consertado coisas dessa forma.
a unica coisa que posso dizer eh: sorte de principiante... dona kel, isto nao foi nada alem de pura sorte.
quando algo da problema, dependendo do valor e necessidade in momentum do treco a pessoa tem varias opcoes: se for algo inutil joga fora, se for barato compra um novo, se for caro chama um tecnico, mas se for util, e a pessoa estiver desesperada e necessitar de um uso ou resposta imediata do mesmo a criatura recorre ao famoso tapinha, batidinha ou pancadinha sem ter nenhuma ideia de qual tecnica, intensidade ou maneira correta.
a tecnica do tapinha e da batida perfeita demanda tempo, treino e muito estudo, chegando praticamente a ser considerado como uma arte para os entendidos no assunto. voce leigo(a) que teve saco de ler ate aqui, deve estar achando que um tapinha e uma batidinha em algo podem ser a mesma coisa mas estao situadas em universos completamente diferentes e caso queira saber a diferenca entre uma coisa e outra, como e quando utilizar cada um e a vivencia de alguem entendido no assunto no meio de tapas, batidas e pancadas, acompanhe este blog pois muito em breve, assim como a dona kel foi iluminada no instante em que deu seu tapinha salvador no celular, voce tambem podera utilizar esta tecnica conscientemente e resolver praticamente todos os problemas que poderao aparecer no seu dia a dia na base do tapa, batida ou pancada."
PROPAGANDA GRATUITA: Para conhecer melhor o Edu, acesse http://www.youtube.com/bucha22
Postado por Kell às 00:07 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Coisas dos outros
