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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Carta a D. - História de um amor

"Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher."


É assim que começa o último livro escrito por André Gorz; a mais linda declaração de amor que já li em toda minha (não tão longa) vida.
André Gorz, filósofo e jornalista, escreveu dezenas de livros dedicados a temas relacionados à teoria social e política contemporânea. No fim da vida, descobriu que precisava, com muita urgência, falar de seu amor pela mulher com quem compartilhou quase 60 anos de sua vida, Dorine.
Após descobrir que Dorine possui uma doença degenerativa e incurável, André escreve este livro, tão cheio de sentimento, tão cheio da tristeza de perder o amor de sua vida.
Em 22 de setembro de 2007, André e Dorine cometem suicídio, o que Josué Pereira da Silva descreve como "um puro ato de amor".
"Partiram juntos porque não seria possível para ele viver um segundo sequer sem a presença dela". (Ecléa Bossi)
Em apenas 71 páginas, Gorz descreve toda uma vida de amor e companheirismo e, neste livro, reconhece a importância que Dorine sempre teve em sua vida e escancara isso pra ela e para leitores, privilegiados com um relato maravilhoso desses.






"Lembro de ter escrito a E. que, no final das contas, só uma coisa me era realmente essencial: estar com você. Eu não posso me imaginar escrevendo se você não existir. Você é o essencial sem o qual todo o resto, importante apenas porque você existe, perderá o sentido e a importância." p.69


Indicadíssimo!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O Castelo de Vidro

Não acredito que não comentei absolutamente nada sobre este livro tudibom!!! Tô pasma...
Terminei de lê-lo enquanto estava de férias láááááá em Campo Grande e, apesar de ter adorado o livro, penso que esqueci de comentá-lo porque fiz a gentileza de esquecê-lo por lá.
(Sempre arrumo malas bem na última hora então é lógico que algo tinha que ser esquecido. Lindo isso.)
Conta a triste mas otimista história da jornalista e escritora Jeanette Walls, criada numa família pobre de marré de si, mas nem por isso uma família que não acreditava num futuro melhor.
"Filha, a gente não tem dinheiro para o presente, mas escolhe uma estrela no céu, e fica com ela pra toda a vida."
É assim que essa família escolheu viver e é por isso que, apesar de toda e qualquer adversidade, - e quem leu o livro ou ainda lerá há de concordar que não foram poucas adversidades - criaram dentro de seus filhos espíritos fortes e lutadores. E Jeanette Walls é uma vencedora.
Jornalista bem-sucedida, Jeanette Walls revela neste livro sua história, história da qual se envergonhava, mas que a fez lutar para alcançar seus objetivos.
Livro que de tão bom, a gente devora. E fica triste quando acaba. Vale muito a pena. Recomendadíssimo!
E por falar em livro...
Num post de long long time ago eu falei que havia comprado o livro "Amor em Minúscula" porque parecia ser muito bom. Parecia. É. Odiei quase de morte. História muito mal desenrolada, sem grandes personagens, e os que poderiam ter sido grandes, ficaram sem um fim digno. E a história principal é uma bela porcaria. Pior que qualquer romance para adolescentes que eu já li na vida. E olha que eu já li muuuuuuuito e preferia ter lido "Posso te dar meu coração?", ou "A Droga do Amor", ou qualquer outro livro da Série Vagalume.
Então... já que o livro é ruim mesmo, ele vai ficar bem pertinho do "Bondade" (daquele outro post) pois eles se merecem.
Não sei se eu que sou chata ou se os críticos são ruins ou se eles levam alguma coisa ($$$) pra falar bem desses livros. Só sei que até li umas críticas de ambas porcarias - elogiando, é claro - e só eu não consegui entender o que tinha de bom.
Será que eu emburreci? Será que devo apostar na minha carreira como crítica literária? Será que devo "calar meus dedos" antes que os autores leiam isso e resolvam dar fim à minha pessoa? Será que alguém vai comentar esse post dizendo que A-DO-ROU esses livros e eu vou achar essa pessoa uma tremenda retardada?
Só o tempo dirá.
É hora de dar tchau. Tchau.

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