Aí que ontem acordei, tomei banho, tomei iogurte, comi cookies, saí pra comprar tranqueiras plásticas, voltei, liguei o note, organizei os esmaltes nas tranqueiras plásticas, desliguei o note, fiz as unhas cotocas, liguei o note e a TV, desliguei a TV porque NINGUÉM MERECE ISSO!, mantive o note ligado, olhei todos os blogs possíveis e imagináveis e finalmente, às 18h, decidi fazer alguma coisa útil: colocar ingredientes na máquina de pão pra ter pão em casa. O Will até comprou um pão, mas aqueles brancos, de forma, que grudam no céu da boca e eu odeio. Então tirei a bunda do sofá pra colocar ingredientes na máquina de pão.
Chu me liga e pergunta o que eu estava fazendo. Aí, falei do pão. Só que pra variar um pouco, botei os ingredientes da receita de pão branco adaptada POR MIM pra pão com farelo de trigo e ele SEMPRE cresce bonito mas abaixa. Mas a massa fica tão gostosa que nem ligo pro fator estético do negócio. Aí Chu ficou lá questionando PORRRQUEEEEE que eu tava fazendo o pão que abaixa, que eu devia pensar na receita etc e tal. E eu que só conheco o princípio engrossador de molhos da farinha vou lá saber o que mexer numa receita de pão pra ele não abaixar? Não né.
Junto à minha total falta de noção panificadorística, as receitas de pão integral que vem naquele livrinho me dão a impressão que os pães serão quase umas bolachas de aveia super enriquecidas de tanta coisa integral que vai tudo junto e misturado. Pô... colocar farinha integral, aveia, mel, açúcar mascavo, jimpabilomba e cogumelo do sol numa mesma receita só pode virar, sei lá... o príncipio ativo de Activia!
Tá... tenho que confessar que eu li a receita do pão 100% integral. Eu poderia pegar uma receita de pão integral mais normalzinho, mas me deu preguiça de comprar tantas coisas, medí-las e jogar dentro da forma.
Mas agora fico pensando na Amélia.
Amélia (ou, nesse caso, pode ser minha mãe mesmo) acordava disposta e animada, preparava o desjejum do maridos e filhos, com pão feito por ela.
Amélia misturava o fermento biológico com água morna e sei lá mais o que (porque nunca, NUNCA MESMO, fiz pão do jeito tradicional), misturava a farinha, o farelo de trigo, a aveia, o pó de pirlimpimpim, amassava, amassava, deixava crescer. Amassava mais um pouco, punha mais farinha pra ficar no ponto. Jogava a massa com toda força no mármore da pia, pro pão ficar bem macio. Gastava umas 279.530 kcal nesse processo, mas tava lá na labuta. Aí untava umas formas, enrolava os pães (tarefa impossível. Já tentei e afirmo que é impossível), os colocava na forma, eles cresciam um pouco mais, iam pro forno e de lá saíam: morenos, macios e saborosos. Iguaizinhos ao Chu. (HuAHSUhasuAHSUahsuAHSUashuASHUashuAHSUas. Chu, te amo!)
E é por isso que dizem que Amélia que era mulher de verdade.
Mas na boa... Amélia levava umas 6h(?) pra ter pães prontos. Eu, em 3h40 consegui o meu, sem levantar do sofá. Beijo, Amélia. Quando crescer quero ser que nem você.
(Só pra constar, fui fazer feijão pela primeira vez na vida esse ano. Tenho 29 anos na cara e no resto e NUNCA tinha feito feijão. Amélia acharia isso o cúmulo. E é né?)
Nham nhammmmm! Feio gosssstosoooo!