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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Torresmo

Eu não sei exatamente porque e quando isso começou, mas sempre tivemos o costume de inventar palavras pra dar nome a coisas que já tem seus nomes. Se bem que até hoje eu não sei o nome correto para melur do mar. Não sei se aquilo era um caramujinho...
Um dia fomos pedir a meu tio que, POR FAVOR, deixasse Ylana em nossa casa por mais alguns dias e pra isso repetíamos sem parar: Pepa, tio, pepa.
Moscas já foram gilmas, e até um gato chamado Frango nós tivemos.
Eu sei que é uma coisa bem louca, mas os adultos nunca nos proibiram de inventar palavras e por isso insistimos tanto nessa brincadeira.
Além disso, animais de estimação não fugiram ao trágico destino de receber um nome estranho. E enquanto Nayane tentava dar um nome normal aos pobrezinhos, o gato acabou sendo Bozó ou Ananás, Caguinho, Kiki e por aí vai. O cachorro, coitadinho, se chamava Sbrubble (pronucia-se isbrâbou) e a cadela se chamava Pepa, que significa "Por favor", no nosso dicionário.
Coisas e animais até que vai. Mas também é bastante normal na família primas que se encontram e falam: "oi perua", oi sua vaca", "oi sua piranha", "oi sua p*** (profissional do séquiço)". Ou amigos que recebem apelidos toscos, como Tchuqui, além de conversas cheias de onomatopeias, tipo "pruuu pruuuuu".
Pro namorado já fui Cacaiuga, Bebein(???), hoje sou Chu, e às vezes, menina Bandui, menina Bilu, menina bombeirinha e, por que não, Flomar ou Flomilda.
Fato é que, mesmo hoje, cada um bem grandinho, ainda assim temos um vocabulário distinto dos demais e, pra quem nunca conviveu com a gente, deve ser bem estranho ouvir algumas palavras.
E eu vim aqui só pra dizer que agora sou uma torresminha, título dado a todos aqueles que baixam coisinhas na internet usando torrent. Coisa um tanto quanto óbvia, não?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ah! a genética, essa estranha

Em algum lugar do meu passado ficaram as aulas de Biologia, e nelas, as de genética. Aquelas coisa dos 23 pares de cromossomos, sendo um desses pares aquele que vai decidir se será uma fêmea (XX) ou um macho (XY).
Aí que se você se parofundar no estudo disso, vai descobrir a trissomia do 21, onde aquele que deveria ser um par de cromossomos 21, vira um trio, e isso dá em Síndrome de Down. Só um exemplo, pra ver como qualquer "mini" alteração pode acarretar um grande problema. (Não, não estou dizendo que portadores de Síndrome de Down são problema, ok? Analise o contexto geral, por favor.)
Indo pra algo mais prático, o genótipo - material genético herdado dos progenitores - é o que vai definir o seu fenótipo. What the hell is it? A sua cara, seu cabelo, o formato e a cor dos seu olhos, aquele seu nariz linnnnndoooo (ou não), sua altura, sua miopia e tudo mais.
Mas por que, assim tão cedo, eu já pensei em tudo isso?
É que eu e a minha genética não conseguimos nos separar, e sempre que vejo uma pessoa - geralmente feia (na minha opinião, lógico. Porque quem ama o feio, bonito lhe parece.) - não consigo não pensar em genética, pai, mãe, sexo, e essas coisas que envolvem o lance de colocar filhos no mundo.
Ok. Eu nem sou a pessoa linda que pode sair por aí criticando o pai e a mãe irresponsáveis que colocaram gente feia no mundo. Não é isso. Mas é que existem umas combinações que resultam em pessoas que eu olho, paro e penso: PQP, vai ser feio assim no inferno! Pode ser que ao acordar e me olhar no espelho eu até pense isso de mim mesma, mas depois do banho, do cabelo arrumado e da maquiagem, fico até bem normal.
Voltando pro assunto beleza/feiura, cheguei à conclusão que ambos são o conjunto de características da pessoa que geram um todo, agradável aos olhos ou não. Se a pessoa tem lá um cabelo liso e loiro, pernas finas, olhos azuis, nariz bonitinho, no geral ela vai parecer bonita. Mas se essa soma for de mais características feias do que bonitas, aí só Ivo Pitanguy na vida dessa pessoa.
Porque eu tenho lá algumas características bem feias, que nem vou falar aqui pra não ficar denunciando: ó, herdei essa parte feia de mamãe! ou "toda a família do meu pai tem essa parte feia!" Acho que eles nem ficariam muito felizes ao lerem isso. Mas é fato que meu pé é feio, que meu cabelo é mais sarará do que poderia ser e que, felizmente, meus olhos são até bem bonitos. Também não tenho Tireoidite de Hashimoto o que não me dá o direito de dizer que estou acima do peso por causa disso.
Mas se eu pudesse dar um único conselho à humanidade, àqueles que pensam em iniciar a produção de "criOncinhas", seria este: escolha bem o seu parceiro! Se você já não tem aquele cabelo de propaganda de shampoo, escolha um par com um cabelo melhor que o seu, no mínimo. Se você é vesgo demais, não vá encontrar o amor da sua vida naquela comunidade do Orkut pra vesgos com grau maior que 8 (sei lá, chutando). Agora, se você resolveu se casar com outro feio pior que você, pense na possibilidade de adotar uma criança. Acho que vou fazer isso.
Enfim... sei que talvez apareça aqui algum ser humano me xingando e tudo mais porque esse post pode parecer preconceituoso, mas é que eu não posso evitar que pensamentos desse tipo invadam minha cabeça. Poderia evitar de colocá-los no blog, correto. Mas como já é de conhecimento de todos, o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser, gostem vocês ou não.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Nhóimmmmmmmm!






Fui lá no e-mail spam que recebi da porcaria da C&C pra mais uma vez clicar no "quero me descadastrar" e me deparo com isso. Mas, por 49,60 dinheiros, prefiro mesmo comprar gelatinas Royal com figurinhas do Bob Esponja pra colocar nas portas da cozinha.
Aliás, uma das portas da cozinha já está LO-TA-DA. Figurinhas dos Carros, que vinham nos bolinhos Ana Maria e milhares de recadinhos deixados por quem sempre vai lá. Agora já parti pra outra porta que ainda não tinha sido vítima do espírito vândalo que habita este corpinho (inho? onde?).
Gente... é por isso que eu não preciso de terapia. mamãe sempre deixou a gente colar figurinha nas portas, encher o teto de adesivos que brilham no escuro, fazer calças jeans rasgadas, ou cortá-las e fazer bermudas. Lá pelos seus 8 anos, Nay queria muito uma mecha loira no cabelo Como queríamos fazer uma "surpresa" para mamis, fui lá eu com a água oxigenada e fiz o serviço e ela nem nos bateu por causa disso.
Outra vez, fizemos uma exposição em nossa sala de jantar, com todos os desenhos da Lu, que devia ter uns 6 anos. Pensa... tá lá a sala de jantar e as paredes lotadas de papéis, com aqueles desenhos "mais lindos".
Além das expressões artísticas nada comuns, mamãe sempre nos deixou adotar animais de rua. Não é à toa que nosso coração ainda dói quando vemos animaizinhos abandonados e, sempre que possível, eles ganham um lar - o nosso.
Muitas vezes, saindo da aula, encontrávamos gatos pelo colégio e levávamos pra casa, com a explicação de que "ele ia só pra almoçar". Ahan. Era muito engraçado! Como era o papai que nos levava pro almoço, pegávamos o bicho sem ele ver e enfiávamos o pobre animal no bagageiro traseiro de nosso Fusca vermelho (a.k.a. Maçã do Amor). Mas alguns infelizmente se revoltavam, começavam a fazer bagunça no carro e por isso nunca tiveram o privilégio de almoçar conosco. E possivelmente morar conosco.
Outra vez, Nay e eu encontramos um gatinho muito abandonado no colégio mas, como já tínhamos muitos gatos em casa, tivemos que bolar um plano infalível para que ele não fosse expulso. Que fizemos? Colocamos o bicho numa caixa, embrulhamos pra presente e demos o "presente" pra mamãe. E ainda avisamos: presente não se rejeita!
Ai. Tchau.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Animais: Cuidado!

Carnaval em casa realmente é uma oportunidade para inventar o que fazer. Eu podia estar sambando, rebolando até o chão, mas não.
Meu irmão, o ser humano da foto ao lado, também tá sem o que fazer. Ele até foi trabalhar hoje de manhã, mas a tarde ociosa cria oportunidades pra que ele encontre coisas diferente pra fazer.
Acabo de fazer a unha (passei o Záz da Impala, um lilás fofo), ligo o computador e Will me chama, dando risada. Ele foi comer o que sobrou das pizzas de ontem (marguerita, caipira e brasileira) e teve uma idéia: o que acontece se eu passar frango no nariz do Vaquinho? Wolv morde nariz do Vaquinho!!!
Animado com a nova descoberta, faz o mesmo na Kiki, e só dá gatinho atacando a pobrezinha.
Nem consigo dar bronca pois a cena canibalesca (???) é hilária.
Mas não é de hoje que Will tem essas idéias maldosas com animais.
Quando criança, ele se divertia muito levando um cachorro pra dentro do galinheiro do meu vô onde ele "fazia uma reunião". Ahan. A reunião era ver o galo e as galinhas desesperados com o cachorro tentando pegá-los.
Ainda na casa do meu vô, ele também era professor de natação para cachorros. Levava seu aluno (vítima) até o açude e o arremessava lá no meio.
Quando bem pequeno, Will acreditava que alguns cachorros podiam muito bem ser cavalos. Com uma faca amarrada à cintura, ele montava o "Alazão" e ia desbravar terras desconhecidas. Vale ressaltar que o tal Alazão, cachorro da família da Mari quando moraram num sítio em Santa Catarina, era um vira-lata de patas curtas e parrudinho. Muito engraçado!
Não podemos esquecer de hitórias felinas.
Tivemos um gato que passou pela máquina de lavar vááárias vezes pra ser centrifugado. Era outra situação na qual eu ficava morrendo de dó do bichano, mas era tão engraçado ver o gato tonto e desorientado que eu só conseguia dar risada.
Fica o aviso aos animais: se algum dia Will se aproximar como quem quer fazer amizade, não acredite nisso!
Alguém tem mais alguma história pra contar?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Interpretando sonhos

Ultimamente minhas noites de sono têm se transformado em amanheceres de lembranças dos vários sonhos. Cada noite, pelo menos 2 sonhos estranhos.
Domingo acordei e comecei a lembrar dos sonhos da noite anterior. Num deles eu tinha ganho sei lá de quem um relógio tão lindo, mas tão lindo que até tinha esquecido que eu não uso relógio e lá estava eu desfilando com o bonito no pulso. Eu tirava o relógio, colocava o relógio e não me cansava de admirá-lo. Ok. Acabou o sonho.

No segundo sonho, não sei porque, eu via um rolo de papel higiênico desenrolado. Vai entender né?

Resolvi comentar com o Chu sobre meus sonhos:

- Chu, essa noite tive dois sonhos estranhos. Num deles tinha um relógio e no outro um rolo de papel higiênico. Qual é a interpretação?

Sem hesitar, ele diz:

- Hora de cagar!

( Desculpa aí, mas tive que relatar do mesmo jeito que ele falou.)

Hahahahahahahahahahaha

Nunca mais faço esse tipo de pergunta a um ser dotado de uma mente tão fértil (e podre!).

quarta-feira, 26 de março de 2008

Pintando o 7

Ontem, por algum motivo que já fugiu de minha cabeça graças à minha memória de peixe, me lembrei de uma musiquinha de quando eu estava na 4ª série. Ou seja: faz tempo!
Sempre estudei em escola denominacional (vinculada a uma religião, nesse caso, a minha) e aqui em Sampa não foi diferente. Sendo assim, sempre cantávamos musiquinhas que falavam de Jesus, e essa, que transcreverei a seguir, falava do amor de Jesus pelas criancinhas.
Era assim:

"Cristo ama as criancinhas
Que no mundo inteiro há
Não importa sua cor
Deus as quer com muito amor
Brancas, pretas, todas são pra Ele iguais"

Mas numa sala de crianças criativas e fortes candidatas a compositoras, surgiu uma versão até simpática:

"Cristo ama as criancinhas
Que no mundo inteiro há
Não importa sua cor
Deus as quer com muito amor
Brancas, pretas, coloridas, tanto faz"

Crianças coloridas: se algum dia um tal de Fábio Lessa (acho que esse é o nome do "compositor") se candidatar a qualquer cargo público, votem nele.

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