Terça-feira, 15/02/2008. Entro na livraria Saraiva de um shopping qualquer. Preciso de um livro. Ando, ando, folheio. Dou uma lidinha. Montanhas de livros. No meio de uma "ilha" de livros, imagino agora que todos estavam encalhados, uma capa me chama a atenção. Duas mãos abertas e a palavra Bondade, título do livro. Preço? R$ 39,00. Autora? Carol Shields (você já ouviu falar dela? Não, nem eu.). Crédito ou débito? Crédito.
Comprei o tal livro e saí feliz da vida. A história parecia ser bem interessante. Parecia. 20 páginas e já não gosto mais do livro. Mas eu tenho que ler até o final. Não consigo ler o último capítulo assim. Ainda achei que o final valeria todas as 260 páginas ruins. Mas me enganei. Duas longas semanas lendo o tal livro.
Não vou fazer a resenha do livro pra não fazer este post virar uma bela *porcaria*.
A Carol Shields passa metade do livro com um discurso feminista pior do que queimar sutiã em praça pública, com os piores argumentos possíveis e eu tive que ler. 269 páginas de tortura. Ela chega a criticar uma pessoa, cujos autores preferidos eram homens. Até aí tudo bem. Mas depois de ler o livro dessa inútil, parei pra pensar. Fiz uma busca mental de todos os livros que li e amei e não me surpreendeu o fato de terem sido escritos por homens. O livro "Bondade" poderia ter mudado minha lista, mas Carol Shields perdeu sua "grande oportunidade".
Sorte do dia: Se um dia você se deparar com um livro de capa bonita e de autor(a) desconhecido(a), não o compre. Provavelmente o conteúdo será lastimável.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
"Bondade"
Postado por Kell às 20:53 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Não recomendo
Ócio Criativo
Postado por Kell às 03:13 1 querendo aparecer
De onde isso saiu: Não faça isso sem a supervisão de um adulto, Uma imagem vale mais do que mil palavras
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
O Encontro Marcado

Em minha fome de leitura, numa tarde na Fnac da Paulista, me deparei com este livro, "O Encontro Marcado", de Fernando Sabino. Até então só havia tido contato com suas crônicas, diga-se de passagem sempre ótimas, e o livro foi uma das boas surpresas de 2007.
Abre parentêses - o que mais gostei quando fui "apresentada" a Fernando Sabino, num passado longínquo, foi o seu epitáfio (até então não utilizado, visto que ainda estava vivo): Aqui jaz Fernando Sabino. Nasceu homem, morreu menino. - Fecha parentêses.
Infelizmente o referido autor morreu em 2004, deixando claro que nenhuma obra inédita deveria ser publicada após sua morte. Mas com mais de 50 livros publicados, pra quê né?
Não vou ficar aqui fazendo resenha do livro. Mas está recomendado. Aliás, RECOMENDADÍSSIMO!
Na verdade o que quero deixar registrado são dois trechos do livro.
"- E posso saber que proveito você tira, arriscando assim a vida?
- Posso saber que proveito vocês tiram, não arriscando a sua?" p. 64
"Mas resolvi todos os problemas da minha vida numa fórmula só: a ter de me arrepender um dia, prefiro me arrepender daquilo que fiz e não daquilo que não fiz." p. 85
Arriscar. Qual seria a graça da vida se a vivêssemos dentro da famosa "zona de conforto" (Não. Não se trata de uma casa de prostituição de instalações confortáveis.)? Que histórias teríamos pra repassar às futuras gerações se um dia não tivéssemos desobedecido as regras da mãe, do pai, do chefe, da escola, do trânsito, e por aí vai? Como sobreviveríamos à monotonia de uma vida linear, sem nenhuma emoção, nenhum pequeno sobressalto, nenhuma possibilidade de uma grande decepção para depois desfrutar de uma alegria de igual ou maior intensidade?
No mundo financeiro (que é parte do meu mundo), são bem conhecidos os perfis de investidores, de acordo com o nível de risco que se dispõem a correr. Existem os conservadores, os moderados e os agressivos. Vá ao Google, faça uma pesquisinha e tente descobrir em qual destes perfis você se encaixa. Mas não faça sua análise pro lado óbvio da coisa: tente aplicar isso na sua vida pessoal, em suas escolhas e veja onde você pode arriscar aquele pouquinho a mais.
Faça a vida valer a pena. A escolha é sua.
Postado por Kell às 15:22 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Poesias e outras delícias
domingo, 27 de janeiro de 2008
Chineguinhos

Esses dois "chineguinhos" - nome genérico dado aos cachorrinhos - são filhotes da Mel e do Ogro, uma labrador amarela com um pastor belga (que leva jeito de vira-lata). Agora eles já têm 2 meses e alguns dias, estão umas pestinhas, com o mesmo espírito destruidor da mãe mas na cor preta do pai. Genética é tudo né?
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O post anterior, Dicionário de Goianês, foi uma colaboração de minha querida prima Ylana. Para conhecer melhor suas idéias, acesse o blog A fim de que...
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Não vou escrever nada filosófico/bonito/feliz/auto-ajuda/whatever.
Um ótima semana a todos!
Postado por Kell às 22:38 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Bichinhos e matinhos, Uma imagem vale mais do que mil palavras
Procura-se um amigo - um texto que não é de Vinícius de Moraes
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Postado por Kell às 03:39 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Poesias e outras delícias
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Dicionário de Goianês
Talvez inútil, mas bem legal.
- Queijinho (no trânsito): Rotatória.
- Arrependimento (no trânsito): Retorno
- Rabicho (no trânsito): Engate
- Ridica: Pessoa que não divide comida. (Verbo: Ridicar)
- Istrovano: Atrapalhando
- Disgrama: Desgraça
- Esturdia: Outro dia
- Coisar: Fazer algo qualquer. O verbo coisar é transitivo direto e pede objeto. Quem coisa, coisa alguma coisa.
- Coisar o trem: Fazer algo relativo a alguma coisa.
- Chique no úrtimo: Muito chique
- Trabalheira: muito trabalho
- Tou de boa: estou bem
- Grilado: Revoltado, chateado, bravo, enraivecido.
- Paia: Ruim ou desagradável
- Alugar: Conversar fiado
- Arredar: Tirar
- Bão dimais da conta! : muito bom
- Morcegar: ficar a toa, matando tempo
- Assuntar: procurar descobrir alguma coisa
- Barracão: meia-casa
- Baú ou Buzú: ônibus coletivo
- Custoso(a): situação difícil ou criança sapeca
- Estrupício: feio, horrível
- Fera: muito bom ou muito bonito
- Lascado: encrencado, enrolado, ferrado
- Fíi, fio, fia: filho(a)
- Minino: criança, independente do sexo.
- Frevo: festa com multidão ou bagunça
- Galinhada: arroz com galinha
- Largar: deixar de lado
- Mala: mau-elemento
- Malinha: mau-elemento em desenvolvimento. Menino de rua.
- Maria Izabel: arroz com carne de sol
- Massa: bom, ótimo, excelente
- Mocorongo: bobo
- Moco: abreviação de mocorongo
- Mocozar: esconder
- No mocó: escondido
- Num dou conta: não consigo
- Pelejar: tentar
- Descrença: desânimo, preguiça. Estar desacreditado da vida.
- Pizêro: bagunça
- Pulá o corguim: passar dos limites ou dizer algo absurdo
- Purgante: chato, enjoado
- Trem: qualquer objeto ou coisa, em qualquer situação.
- Rata: fora
- Tunda: surra
- Taca: surra
- Vazar: ir embora de um lugar
- Pegar descendo: ir embora de um lugar
- Dar uma sapituca: explodir de raiva
- De vez (fruta): Nem verde, nem madura.
- Trupicar: tropeçar
- Pit dog: sanduicheria de rua. Embora o nome faça pensar o contrário, tem muito mais do que hot dogs. Muitas vezes nem tem hot dogs.
- Ah nem: interjeição para dizer: "oh não, que ruim, isto não poderia ser desta forma!".
- Pirei: ter ficado imensamente admirado ou assustado
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Ah! Amanhã é o aniversário dessa cidade infernal chamada São Paulo. Quero todo mundo cantando Parabéns pra Você.
Postado por Kell às 00:23 2 querendo aparecer
De onde isso saiu: Inutilidades e afins
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Onde Tudo Começou - by Edu Bucha
Colaboração do Sr. Edu Bucha a este blog. Para entender melhor o que se passa, ler isso aqui antes!
Creio que o começo de tudo vem de tempos que nem eu mesmo recordo e sim das histórias que minha mãe contava sobre quando eu era muito pequeno... Eu era o coisinha ruim da família... O priminho que batia e judiava dos outros e não sentia remorso e também o que mais apanhava. Não vou entrar em detalhes sobre o que eu fazia com os outros (já fiz isso uma vez e não deu muito certo quando falei sobre o que fiz com o pé de um dos meus primos quando ele foi dormir em casa. ate hoje, hora ou outra a dona kell vem me lembrar sobre o fato e fazer chantagens dizendo que vai me denunciar para este meu primo, que por sinal, ate hoje não sabe porque tem o dedinho do pé torto pro lado de fora do pé). Mas o fato é que por coisas deste tipo (não por essa do pé, pois ate hoje não fui descoberto), eu apanhava demais, minha mãe pode ser considerada uma monja dos ensinamentos budísticos de como bater na bunda de uma criança e fazer ficar em seu devido lugar. (sempre que vejo aquela animação da avaiana de pau lembro saudosamente dessa época... se não conhece essa animação você tem que acessar o site do mundo canibal e procurar a animação da avaiana de pau... vai lá, bota o google pra trabalhar pra você).
Bom, mas e o que tem a ver eu apanhar mais que preso em penitenciária quando entra a tropa de choque quando era pequeno com bater nas coisas pra fazer funcionar?
"Oras bolas", como diria o marinheiro Popeye, tudo!
Agora já crescido, (pelo menos no que se diz respeito à idade física e não mental) analisando por esta perspectiva, dá pra se concluir que esta pode ser uma possível teoria sobre algo muito maior do que fazer uma criança parar de ficar beliscando o braço do primo porque ele chamou você de bobo.
Pense comigo:
garotinho enxaqueca maltratando priminho = funcionamento errado, comportamento defeituoso ou alterado.
Garotinho enxaqueca depois de levar altas chineladas na bunda = quietinho no canto pra onde foi mandado (boa parte das vezes ia berrando aos prantos também pois doía também... Como diz o ditado, "havaiana mole em bunda dura, de tanto que bate dói pra caramba"), e o comportamento errado de beliscar o priminho já deixou de existir. (pelo menos até o próximo encontro com o mesmo, pois aí eu iria fazer alguma coisa com ele por ter chamado a minha mãe para bater em mim por eu ter beliscado ele... Era praticamente um círculo vicioso... Nunca fui bom nessa parte de aprender com os erros e sempre vivia repetindo as mesmas coisas, embora sempre com alguma variação pra não cair na rotina... às vezes era um beliscão, às vezes um chute na canela, outras um croquinho... Uma vez dei um croquinho fraco no meu primo (não o do dedinho do pé, o outro com quem convivia praticamente todo dia na casa da minha vó) e ele começou a chorar e tenho certeza que fez isso só pra me vereu apanhando da minha mãe mais uma vez e antes que eu conseguisse falar que foi fraco e não doeu nada, o estrago já estava feito e a havaiana tava correndo solta... No dia seguinte dei um forte pra ele aprender também...
Fazendo uma analogia à técnica da chinelada na bunda a uma pancada em um eletrônico devemos levar em conta também os seguintes fatores:
Intensidade da força aplicada: Talvez o fator principal para se tornar um guru nesta arte, mas que era de completo desconhecimento por parte da minha mãe, pois ela soltava o braço... Quando corria atrás de mim para desfechar o primeiro golpe, ela era uma mistura de rebatedor de baseball com alguém correndo atrás de uma barata pra dar uma chinelada, só que não tinha strike 1, 2 e 3 quando ela errava... A caçada só parava após a barata (no caso eu) ser abatida... E vale ressaltar doía demais... E quando ela exagerava, não adiantava falar pra eu ficar quieto, calar a boca, pois o estrago já estava feito. O mesmo vale pra quando você se aventurar em seus primeiros consertos...
Esqueça a raiva que está sentindo pelo treco que parou de funcionar e comece devagar ao invés de usar potência máxima logo de início. Você verá que às vezes um simples tapinha resolve algo que você pensava só ser possível resolver na base da pancada.
Local onde é aplicado o esforço: Lógico! não adianta sair dando tapa a torto e a direito no seu eletrônico (ou na criança, não necessariamente nessa ordem). Nisso até que a dona Ines tinha alguma noção e na maioria das vezes acertava o alvo corretamente com suas chineladas mortais, no caso a bunda do filho, mas às vezes ocorria o imprevisto de numa rápida mudança de direção da trajetória da criança que estava fugindo e, ao invés de atingir as regiões voluptuosas da criança, a chinelada saía bem acima da dita cuja, manja aquela parte onde algumas pessoas têm covinhas? Então, bem no meio... Ardia pra caramba quando pegava lá e aí era mais tempo que a dona Ines teria que ficar ouvindo o coitadinho do filho berrando e assim sendo, mais tempo pra ele ficar sossegado no canto dele. Portanto quando o tapa de baixa intensidade não resolver e tiver que partir pra um tapa forte ou uma pancada moderada, procure pela região mais sólida e firme do objeto problemático para não acabar de vez com o que já está ruim.
Ângulo de Ataque: o exemplo acima pode muito bem ser utilizado para este tópico. Sempre procure desferir o golpe na parte mais firme do objeto, tendo em vista o local onde deseja acertar e procure evitar cantos pontiagudos, pois além da pancada não surtir efeito, você poderá se machucar. Chineladas nos joelhos e cotovelos não doíam nada e não surtiam efeito, mas tenta dar um murro na ponta de uma faca pra ver o que acontece... Sacou?
Ritmo: Sim, algumas vezes você só conseguirá resolver o problema se souber impor um ritmo na batida, mais ou menos como fazer uma coisa pegar no tranco, pois tem dias que somente uma chinelada, digo, uma pancada isolada não resolve. Lembra o ditado da havaiana mole em bunda dura? Então, quando você obtiver uma resposta positiva do objeto problemático após exercer um estímulo sobre ele, continue aplicando o estímulo de forma uniforme até que o objeto recobre suas funções normais.
A explicação científica para o funcionamento desta técnica é simples. Tomemos mais uma vez a dona Ines correndo atrás de seu intrépido filho...
Ao acertar a primeira chinelada, o garoto soltava um AI, mas ainda assim persistia em fugir do castigo, na segunda já era um AAAAI mais longo e já começava a pensar no que seria melhor: sossegar de uma vez, levar mais umas 3 chineladas, ir pro canto e acabar logo com isso ou continuar correndo e apanhar mais ainda por fazer a sua mãe ficar correndo?
Quando ocorre a primeira opção, tudo se normaliza, a dona Ines não se estressava muito, a criança levava as merecidas chineladas, chorava um pouco e já estava pronto pra outra. Traduzindo, você dá uns tapas, o treco volta a funcionar, você pode ter se aborrecido por alguns instantes, mas daqui a pouco já esqueceu que teve um problema e life goes on...
Agora na segunda opção o que ocorria era o seguinte. Às vezes a vontade de não apanhar era maior do que aceitar o fato de que iria apanhar de qualquer jeito, e por vezes chegava a imaginar que naquela vez eu poderia me safar. Mas dona Ines era persistente, queria ver seu filho funcionando (se comportando) como os outros filhos normais nem que fosse à base do tapa e a cada chinelada, um AAAAI maior era observado, e após uma seqüência combo estilo a la Street Fighter x Marvel, os AIs começavam a entrar em ressonância e a virar um grande AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA e o resto da história vocês já conhecem... choro, castigo mais longo, mas de qualquer forma a criança sossegava novamente... Traduzindo novamente, se no primeiro tapa não teve uma resposta positiva de seu eletrônico, continue insistindo até conseguir uma, e ao obter este pequeno lampejo de esperança, continue que muitas vezes você pode trazer a luz novamente onde antes só havia escuridão.*
*OBS: ao aplicar esta técnica, muitas vezes você pode esquecer a primeira regra básica que diz respeito da intensidade da força aplicada e você pode começar a perder a paciência e se descontrolar e querer jogar seu eletrônico na parede ou pela janela do décimo primeiro andar do seu prédio.**
** OBS da OBS: Caso você chegou no nível em que não tem mais um pingo de paciência para tentar fazer a coisa funcionar como você quer duas coisas podem acontecer:
Ou você acaba com o treco de vez e se vê com um problema a menos ou você continua com o treco.
Se você acaba com o treco, muito bem, caso contrário, duas coisas podem acontecer:
Ou você continua tentando arrumar do seu jeito ou manda pra um técnico especializado (no caso da criança, ser mandada pra um reformatório, psicólogo ou coisa do tipo)
Se você continua tentando arrumar do seu jeito duas coisas podem acontecer:
Você conseguir arrumar o treco e seguir sua vida adiante com um problema a menos, ou o problema pode continuar por tempo indeterminado até você resolver mandar pra um técnico especializado.
Se você manda pra um técnico 2 coisas podem acontecer:
O técnico resolve o problema e você pode seguir sua vida adiante com um problema a menos, ou o técnico devolve o produto num estado pior do que quando você enviou.
Caso o técnico resolva o problema, já expliquei lá em cima... já estou ficando pirado de tanto repetir e estou perdendo a linha de raciocínio, caso o produto voltou num estado pior do que quando você enviou 3 coisas podem acontecer:
De tanta raiva que já passou com o treco, resolve acabar com o técnico idiota que só fez * porcaria*, ou você acaba com o treco de vez e se vê com um problema a menos ou você continua com o treco.
Se você acaba com o técnico, muito bem, agora só restam 2 problemas...
Se você acaba com o treco, muito bem, caso contrário, duas coisas podem acontecer...
PS: Pra minha sorte, minha querida mãe continuou insistindo em querer dar um jeito em mim ao invés de me mandar pra alguma espécie de "técnico" até o dia em que as chineladas pararam de surtir efeito e eu comecei a dar risada, enquanto ela me acertava a torto e a direito com sua havaiana surrada e hoje estou aqui podendo transmitir estes ensinamentos para futuras gerações.
Moral da história, se é que tem uma:
"Um tapa de vez em quando é bom, mas bata moderadamente"
"Se você acredita em próxima encarnação, quando for uma criança e fizer coisas erradas, tenha certeza que consegue correr mais do que sua mãe com uma havaiana na mão"
"Pra alguém perder tempo escrevendo tanta bobagem, este alguém só pode estar desempregado"
Abaixo espaço para vocês escreverem sua "moral da história":
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Abaixo alguns dos problemas que já enfrentei resolvidos na base do Tapa (T), alguns itens abaixo mesclados com a técnica do abrir e fuçar(A-F) e alguns com a técnica do super bonder (SB). Quem sabe numa outra história explico as outras técnicas...
Câmera Digital Nikon Coolpix 990 (T + A-F + SB + Araldite + álcool isopropílico)até hoje o conserto mais complexo.
Mais de 20 HDs na época que trabalhava na Olliveti (T)
Caixa de som Surround do meu aparelho Aiwa (T)
2 fontes de computador barulhentas que voltaram a ficar silenciosas (T)
Luminária fluorescente de 7w para leitura de livros (T)
Robô Ding-Bô que não andava (T + A-F)
Armatron (T)
Monitor LG Flatron 795ft plus (T + A-F)
Luz de teto do meu carro (T)
Farol alto do meu carro (T)
Mouse ótico genius (T)
Meu primo fingindo que estava engasgado (T)
Marcapasso do meu tio (T + A-F)(detalhe que ele estava instalado no peito do meu tio)
Inclinação da Torre de Pizza (T)
Fazer a Terra girar (T)
Invenção da cortada no vôlei (T)
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Vivendo e aprendendo
Ontem, depois de mais um dia de trabalho, a Josi apareceu. Queria sair, fazer alguma coisa pra se distrair.
Entramos no carro, sem direção certa, e acabamos num shopping, como todo bom paulistano (embora não sejamos paulistanas, mas já estamos aqui há tempo suficiente pra termos sido contaminadas), e vamos nós bater perna.
Depois de um pouco de andança, nos sentamos na praça de alimentação. Só pra conversar. Mas uma boa conversa pede um milkshake de ovomaltine. Compra milkshake então. E a conversa continua.
Nós duas nos encontramos num momento, digamos, desanimador de nossa vida. Quando adolescentes, tínhamos milhares de planos e todos com data marcada. Ela estaria casada aos 18 anos. Eu, lá pelos 22. Ela já teria uns 5 filhos (adora crianças!) e eu no máximo 2. NO MÁXIMO! Ela moraria na praia. E eu sei lá onde porque não pensei nisso. Ela trabalharia em algo que lhe permitisse ter tempo pra se dedicar aos seus 5 filhos. Eu já não tenho essa pretensão de cuidar de crianças, então vou rever meus planos (até agora frustrados) de começar a procriação.
Nossa conversa envereda pro pior lado: a reclamação. Mas eu ainda tento analisar as coisas sob outra ótica, falando sobre os planos que ainda podemos fazer e realizar. Se não casarmos, não tivermos filhos, ainda podemos nos dar bem profissionalmente, metermos a cara no trabalho e esquecer o resto. Tá. Simples assim. Mas a Josi não se animou com meu discurso. Tá entregue mesmo.
Depois de algumas horas de conversa, hora de voltar pra casa. Mais uma noite gelada no verão estranho de São Paulo, e agradeço a Deus pela minha cama, pelo travesseiro e pelas cobertas tão quentinhas. Agradeço pela energia elétrica que me proporcionou um banho extra-quente. E fico triste por todas aquelas pessoas que não têm este privilégio...
Terça-feira. Acordo cedo, tomo meu banho quentinho, visto o roupão e vou tomar meu café da manhã. Dez lichias (ô frutinha deliciosa viu?) e um prato (não muito cheio) de sucrilhos com leite e uma banana picada. Assim sobrevivo até a hora do almoço.
Calça jeans, regatinha por baixo de uma blusa de frio, mais uma jaqueta pra garantir, meias e bota. Arrumo a bolsa (é duro ser mulher!), me armo do guarda-chuva e lá vou eu pro trabalho. A pé. Não dirijo, não quero dirigir e sequer terei carro. Trabalho perto de casa.
Gosto de andar pois é o momento em que consigo pensar na vida. E lá vou eu trabalhar pensando na conversa de ontem.
Quando estava quase na portaria da empresa, eis que a vida resolve me dar uma lição: do meio de meus pensamentos sobre tudo que ainda não fiz, vejo do outro lado da rua um casal de idosos, acompanhados de uma moça, aparentemente vítima de uma paralisia cerebral. A senhora tinha a pela toda manchada devido ao vitiligo. Mancava um pouco, talvez consequência da idade. E lá iam eles, debaixo de garoa, pra alguma lugar que não imagino onde seja.
Fico triste. Por mim e por eles. Mais por eles do que por mim.
Se aquela moça é filha deles, provavelmente fizeram inúmeros planos pra ela. Ela seria bonita, inteligente, a melhor aluna da sala e um dia faria uma faculdade, coisa que eles nunca imaginaram fazer. Ela se casaria com um bom rapaz, teriam filhos e, aos domingos, almoçariam todos juntos na casa dos avós. Se reuniriam em datas especiais, e assim seria a vida.
Aí vem o parto e a descoberta. Talvez uma hipóxia e o diagnóstico que mudaria todos os planos. Uma vida de dependência e duas vidas totalmente entregues ao amor incondicional, à dedicação e à busca, quem sabe, da cura. E a cura não existe.
Depois do choque, volto aos meus pensamentos. No que eu pensava mesmo? Deixa pra lá...
Mais uma vez agradeço a Deus. Não por haver pessoas com mais motivos para o desânimo do que eu. Agradeço porque minha vida é maravilhosa. Por todas as bençãos que recebo todos os dias, sem sequer merecer, e que, por não serem tão óbvias quanto a cama quentinha ou o sucrilhos com leite, não agradeço.
A vida ensina. A gente aprende se quiser.
Postado por Kell às 17:41 1 querendo aparecer
De onde isso saiu: Coisas minhas
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Não quero ser a Beyoncé
Há cerca de duas semanas atrás estava eu num momento "não sei o que fazer" e fui assistir televisão. Com a quantidade descomunal de ótimos programas dessa nossa tão abençoada TV aberta (vou ter que assinar Net novamente...), meus dedos, descontrolados no controle remoto, me levaram à MTV. Ainda acho que o distinto canal foi melhor naquela época em que deixavam uma telinha colorida por horas e a frase: Desligue a TV e vá ler um livro. Preferia até mesmo ter me deparado com esta frase, mas o que vi foi algo quase inenarrável.
Eis que surge na tela a cena tosca da Beyoncé, em trajes primitivos, fazendo uma dança tribal numa praia qualquer, no melhor estilo pomba-gira. Depois ela aparecia no meio de um campo de não sei o quê, com danças igualmente toscas. Depois, ainda, aparece se esfregando numa parede sob os olhares de um homem, e que pelo jeito não é tão homem assim, pois se encontrava totalmente apático mesmo tendo à sua frente a Beyoncé, mais rebolante do que nunca.
A letra da música? Procure você mesmo por "Déjà vu". Ainda não consegui identificar a relação da letra da música com o clipe. Se alguém tiver alguma sugestão...
Ok. A sequência de clipes idiotas não pára por aí.
Terminada a sessão de tortura proporcionada por tão bela música, eis que começa um outro clipe. "My Humps", Black Eyed Peas. O que é aquilo? Letra do pior nível possível, quilos de bundas saradas e peitos siliconados, um bando de homens desejados por causa de seu dinheiro ganho provavelmente no tráfico de drogas (SÓ PODE!!!), carros, jóias e um clipe que deve ter sido idealizado e produzido por um dos consumidores de drogas desses caras. Só pode! Não é possível haver tanta falta de bom senso num clipe só.
Ok. Muda de canal. Desliga a TV e vá ler um livro.
Ontem, depois de terminada a monografia da minha prima (vide postagem anterior a esta), fomos ao youtube procurar estes clipes e outros mais, inclusive um da Beyoncé com a Shakira, "Beautiful Liar", pra darmos umas risadas e fazermos nossos comentários. Mulheres lindas, milionárias, cabelos esvoaçantes, corpos desejados (As mulheres querem um igualzinho. Os homens querem usufruir deles.), bocas e olhares provocantes, mas cantando "I trusted him/ but when I followed you/ I saw you together/ I didn't know about you then till I saw you with him...". Onde poderíamos imaginar que mulheres desse tipo sairiam por aí chorando o fato de terem sido traídas. Além de ser a traída da história, em uma das frases mais "marcantes" da música ela diz não saber como perdoá-lo se é ela quem se sente envergonhada. Envergonhada por que? Devia era ter vergonha de cantar uma coisa dessas...
Só me resta pensar: se essa mulher, em toda sua beleza/riqueza/exuberância/gostosura está nessa situação, o que resta a nós, pobres mortais? Trabalhar, é lógico! Já que aquele ditado "Quem canta seus males espanta" perdeu moral, pelo menos comigo, vou lançar o "Quem trabalha não assiste MTV e, consequentemente, afasta os males dos outros".
Mas já que nem tudo está perdido nesse mundo da música, vale a pena conferir os clipes "My Humps", mas na interpretação de Alanis Morissette, e "Stupid Girl" da Pink. Uma crítica a tudo aquilo que poderia ser banido na indústria fonográfica mundial e extraterrestre, já que ninguém merece.
E você, garotinha de 12 anos de idade que já sabe rebolar até o chão, aproveite que as aulas logo logo vão começar e vá revisar todas as matérias que você deixou de estudar pra assistir MTV.
Tenho dito.
Postado por Kell às 17:34 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Inutilidades e afins
domingo, 20 de janeiro de 2008
Maldita a hora
É duro ser uma pessoa legal sabe? Pois eu sei...
É mais duro ainda ser uma pessoal legal com minha prima Josi. Não que ela também não seja legal. Aliás, ela é minha prima preferida. Que as outras me perdoem, mas isso é um tanto quanto óbvio.
Se eu pudesse escolher uma irmã, mandava a Nay pras cucuias e escolhia a Josi. Mas como não é o caso, vai a Nay mesmo. Huahuahuahuahuahuahuahuahua
Voltando ao assunto...
A Josi adora arrumar uns programas sem noção. E é claro que ela me inclui neles. Às vezes, eu mesma me incluo.
A Josi é professora de um bando de crianças. Toda vez que aparece uma festa de aniversário, lá vai a Kellen acompanhar. Acompanhar e se perder, porque a Josi é a pessoa mais perdida da face da Terra. Pra piorar, quando ela tem o endereço do lugar, ela não tem o número. Não tem o número nem a explicação correta de onde fica o tal lugar. Mas tudo bem, a gente se acha.
A Josi raramente vai ao médico, mas quando inventa de ir, vai a todos. E lá vai a Kellen junto. Consultas, exames, etc, etc, etc. E a gente se perde de novo. Mas dessa vez, a Josi nem o endereço sabe. Ela tem uma vaga lembrança de onde fica o lugar. E chegamos atrasadas, mas no final tudo dá certo.
A Josi faz uma pós. Aí um belo dia, já no fim de suas férias ela vem chorar as mágoas. Tem que entregar a monografia COR-RI-GI-DA no dia 30 de janeiro e não consegue escrever. A Kellen, que não sabe *droga* nenhuma sobre aleitamento materno, se oferece pra ajudá-la. O mais interessante é que só o fato de eu falar que ia ajudá-la já a inspirou! Fala se não é manha?
Passamos boa parte da semana passada lendo artigos, discutindo, escreve isso, muda aquilo, imprime, lê pela 18ª vez, coloca na ordem... No fim, já temos o número de páginas suficientes, mas lá está ela, sentadinha lendo mais algumas coisas que incluiremos neste tão útil trabalho.
Aprendi várias coisas que aplicarei tão logo eu tenha um filho. Mas pode ser que até lá, já que isso parece que vai demorar mesmo pra acontecer, já tenham mudado tudo que "preconizam" (aprendi essa palavra com o trabalho da Josi) até o momento sobre o assunto, e descubram uma fórmula mágica, melhor que leite materno, leite NAN, leite de cabra/vaca/etc, e aí não terei que amamentar.
Mas a regra pra você mamãe dos tempos atuais é: Amamentação exclusiva (SÓ leite materno) até os seis meses de vida do seu pimpolho e amamentação complementada (com outras porcariazinhas infantis, papinhas, frutinhas) até os 24 meses de vida ou mais.
Entendido?
Postado por Kell às 16:47 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: E o Oscar vai para...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Um pouco de poesia...
Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
Clarice Lispector
Postado por Kell às 16:48 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Poesias e outras delícias
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Coisas para fazer antes de morrer
É isso mesmo. Tenho uma lista (por enquanto de 20 itens) das coisas que tenho que fazer antes de morrer. E como eu tenho a impressão de que não vou passar dos 40 anos de idade (minha mãe vai odiar essa parte. Ela tem que morrer antes de mim, de acordo com ela mesma!), então acho que devo me apressar em fazer as coisinhas.
Segue a lista:
1. Apostar uma corrida de cavalo (montando o cavalo, claro!).
2. Dormir por 24 horas consecutivas pra ver se isso faz com que eu me sinta um urso polar hibernando.
3. Encontrar um desconhecido lindo e falar pra ele que ele é lindo (teste de coragem ou cara de pau mesmo).
4. Usar creme nos pés durante a noite por uma semana pra ver se sobrevivo.
5. Me comunicar por telepatia. Provavelmente com a Josi.
6. Pichar uma parede. Pode ser uma de casa mesmo.
7. Atirar um celular (o meu né) contra a parede, com muita vontade.
8. Essa eu não posso contar.
9. Ficar perto da Nayane por 10 minutos enquanto ela lixa as unhas para aprender a ter autocontrole.
10. Pedir demissão.
11. Fazer um "desconvite" quando (e se) eu casar, mais ou menos assim: " Caro Fulano, você NÃO está convidado para o casamento de Kellen e ??? pois, apesar de você se achar muito importante para a noiva, engana-se. Ela não faz a mínima questão da sua presença. Os convites da recepção também não estão anexados visto que você não vai ao casamento mesmo.".
12. Me vingar de alguém por alguma coisa qualquer. (Que feio né?)
13. Fazer com que todas as pessoas importantes (para mim) saibam disso.
14. Tirar carteira de motorista só para alegrar umas 10 pessoas e entristecer o trânsito.
15. Ter um galo de estimação.
16. Consertar alguma coisa que provavelmente só um homem consertaria. Não vale o chuveiro porque isso eu já faço.
17. Tirar foto abraçando, de preferência mordendo, um animal perigoso.
18. Fazer coleta seletiva de lixo. De verdade.
19. Ler qualquer coisa de Caio Fernando Abreu.
20. Ter uma biblioteca em casa, com direito àquela "caminha" na janela.
Bom... por enquanto são esses meus "grandes" objetivos na vida. Assim que aparecer qualquer outro item, postarei.
Beijo pro Edu pois é o único que sabe da existência deste blog.
Postado por Kell às 23:10 1 querendo aparecer
De onde isso saiu: Coisas minhas, Listas
Direito de resposta
NÃO LEIA ESTES POST ANTES DE LER O DO DIA 14/01, SENÃO VOCÊ NÃO VAI ENTENDER NADA MESMO!
Agora que você já leu o post do dia 14, uma explicaçãozinha:
No referido post, falei do meu amigo Edu e suas técnicas macabras para conserto de eletro-eletrônicos. Segue a resposta dada pelo Edu, já que ele é o entendido no assunto.
Edu, desculpe por não ter colocado nenhum dos títulos que você sugeriu, mas é que o meu título é mais explicativo.
Segue o texto (quase) na íntegra. Perdoem-me a censura, mas é que não dava mesmo.
"um tapinha nao doi (mas as vezes resolve), em busca da batida perfeita foram 2 titulos que me passaram pela cabeca enquanto eu tomava banho e poderia falar tambem (CENSURADO), mas acho que ja ficaria de muito mau gosto em um blog tao politicamente correto como o dessa mocinha que cuida tao carinhosamente desta casa de textos filosoficos. a proposito, todo o texto ficara sem acento, sem cedilha e sem maiusculas, pois estou digitando no escuro no notebook do meu pai e o teclado, alem de ser padrao americano, nao tem aqueles frufruzinhos em cima das teclas f e j pra gente saber onde a mao esta localizada. pra completar estou com o youtube aberto ao fundo rodando um video de uma musica do guitar hero que fiquei viciado desde a ultima vez que brinquei disso na casa de um amigo... bem meu estilo, musica velha, provavelmente quem tocava ela ja deve estar falecido ou o grupo ja nao existe há um bom tempo, mas que a musica eh boa eh... free bird tocada por esse cara de nome estranho Lynyrd Skynyrd (esta em maiuscula pois tive que copiar depois de tentar escrever 5x seguidas e nao sair certo), mas este texto nao tem nada a ver com musicas velhas, libertar passarinhos, video game ou guitar hero e sim sobre tapas, batidas e pancadas.
apos a dona kel me informar que depois de dar umas batidinhas em seu celular defeituoso que havia caido numa lata de lixo cheia de suquinho no fundo (carregue sempre um pano umedecido com alcool caso pretenda pedir o celular dela emprestado), o mesmo voltou a funcionar e ela se lembrou de mim, dizendo que eu havia consertado coisas dessa forma.
a unica coisa que posso dizer eh: sorte de principiante... dona kel, isto nao foi nada alem de pura sorte.
quando algo da problema, dependendo do valor e necessidade in momentum do treco a pessoa tem varias opcoes: se for algo inutil joga fora, se for barato compra um novo, se for caro chama um tecnico, mas se for util, e a pessoa estiver desesperada e necessitar de um uso ou resposta imediata do mesmo a criatura recorre ao famoso tapinha, batidinha ou pancadinha sem ter nenhuma ideia de qual tecnica, intensidade ou maneira correta.
a tecnica do tapinha e da batida perfeita demanda tempo, treino e muito estudo, chegando praticamente a ser considerado como uma arte para os entendidos no assunto. voce leigo(a) que teve saco de ler ate aqui, deve estar achando que um tapinha e uma batidinha em algo podem ser a mesma coisa mas estao situadas em universos completamente diferentes e caso queira saber a diferenca entre uma coisa e outra, como e quando utilizar cada um e a vivencia de alguem entendido no assunto no meio de tapas, batidas e pancadas, acompanhe este blog pois muito em breve, assim como a dona kel foi iluminada no instante em que deu seu tapinha salvador no celular, voce tambem podera utilizar esta tecnica conscientemente e resolver praticamente todos os problemas que poderao aparecer no seu dia a dia na base do tapa, batida ou pancada."
PROPAGANDA GRATUITA: Para conhecer melhor o Edu, acesse http://www.youtube.com/bucha22
Postado por Kell às 00:07 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Coisas dos outros
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
To beat or not to beat, eis a questão!
Hoje vou falar sobre o meu celular.
Aí você me pergunta: mas por que esse título?
Vamos lá!
Tenho um amigo, o Edu Bucha Kapiau Coelhinho da Páscoa, etc, etc, etc... com quem já converso (virtualmente) há um bom tempo. O cara é um gênio da animação gráfica (quando a Pixar descobrir...) e, durante sua ainda não longa vida, adquiriu uma sabedoria enorrrrrrme no que se refere a conserto de eletro-eletrônicos. Desenvolveu uma técnica de tapas, socos e pontapés que fazem com que aquele liquidificador que resolveu parar de funcionar, volte à ativa. Mas a violência é a base de qualquer conserto!
Agora vamos à história do celular.
As coisas pulam da minha mão. Insistem em falar que sou desastrada, mas na verdade, todos os obejtos inanimados que toco, criam vida.
Com meu celular a história não é diferente, sendo assim, ele já tentou suicídio diversas vezes sendo que numa dessas tentativas, até se jogou num lixo com água no fundo.
Depois dessas várias quedas, o celular não é mais o mesmo. Desliga quando quer e a última novidade é que, vira e mexe, não permite que eu escute as pessoas que me ligam.
Ontem viajei com meus tios e minha prima. Na volta, alguém me ligou. Quando atendo, descubro que não posso ouvir absolutamente nada. Desliga e liga o celular repetidas vezes, e nada dele funcionar.
Minha prima, Josi, foi me deixar em casa. Com muita raiva do celular, falei que ia jogá-lo no chão. Ela incentivou. Sem dor no coração, aproximei o celular do teto do carro e deixei que caísse no chão por duas vezes. A Josi ainda falou "Bate ele no teto". Boa idéia. Bati algumas vezes. Para minha surpresa, funcionou!
Hoje, depois de mais uma queda,mais uma vez ele parou de funcionar. Não pensei duas vezes: deixei que ele caísse de cerca de 1 metro do chão. Funcionou!
Quero aproveitar pra agradecer ao Edu por um dia, numa demonstração de altruísmo e generosidade com pessoas impacientes com seus eletro-eletrônicos inúteis, ter compartilhado esta informação tão preciosa.
Postado por Kell às 19:41 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Inutilidades e afins
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Quem não se comunica se trumbica
E já dizia o velho Chacrinha...
Mas não pense você que vou filosofar sobre isso, pois não vou. Só estou pensando muito nessa frase hoje, e seria muito bom se todas as pessoas pensassem nisso pra não terem que se arrepender de um monte de *porcarias* que fazem/dizem durante sua breve estadia na Terra pela maldita falta de comunicação.
E quando eu colocar uma palavra apenas entre asteriscos (ex: *palavra*), faça a gentileza de substituí-la em sua cabecinha por uma outra palavra mais chula, aquela que eu gostaria de escrever mas que não o farei em consideração à senhora minha mãe.
Aproveitando: mãe, um beijo pra você! Tô com muita saudade de você, do seu bolo formigueiro, do seu bolo de pão de queijo, da sua salada de frutas e de todas as outras coisas gostosas e calóricas que só você sabe fazer.
Já que eu não vou falar da frase do Sr. Abelardo Barbosa, vou falar da minha mãe.
Minha mãe é assim, o máximo. Pense na melhor mãe do mundo (provavelmente a sua, eu espero!) mas multiplica tudo de bom dela por infinito e tudo de ruim multiplique por zero. Tá aí a minha mãe! Fala se você não ficou com uma *tremenda* inveja por não ter a mãe que eu tenho!?!
Não vou ficar aqui listando as infinitas maravilhosas qualidades da dona Édina porque não estou pensando em vendê-la muito menos trocá-la por um carro/terreno/casa na praia. É minha (nossa: Nay, Will e eu!) e eu/nós não abro/abrimos mão, entendido?
Aos leitores deste blog (que por enquanto são iguais a zero pois eu ainda nem falei pra ninguém que tenho um...), aquele abraço!
Ah! em breve postarei um Dicionário de Goianês (em capítulos) pra esclarecer um pouco mais vossas mentes sobre a linguagem tão peculiar de minha terra caso algum dia vocês necessitem. Aguardem!
Postado por Kell às 22:14 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: E o Oscar vai para...
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
EU TENHO UM BLOG!
Uau! Eu tenho um blog!
Tá... todo mundo tem, mas eu não tinha.
Vou começar pela razão de ahneim. Ah neimmmmmm! é um expressão muito conhecida e pronunciada nas terras de onde vim. Goiânia.
Ainda muito pequena me mudei (me mudaram né...) para São Paulo e não tive lá muito tempo para ser uma goianiense de verdade, com aquele sotaque característico nem tampouco aprendi expressões igualmente típicas como esta aí.
Depois de grandinha tive a alegria (Obrigada Yla e família!) de morar lá por um ano e acabei descobrindo esta e outras máximas da lígua portuguesa nativa.
Se eu pergunto: Vamos ao shopping? e você responde: Ah neimmmm!, interpreto que você não quer ir.
Se eu afirmo: Nossa, que homem bonito! e você diz: Ah neimmmmmmm!, é porque você não compartilha de minha opinião.
E por aí vai...
Ah neimmmmm! não passa de um NÃO, mas que exige uma interpretação de quem fala (Ah neimmmmm! é melhor compreendida se acompanhada de uma cara meio torta ao ser pronunciada).
Um dia vocês aprendem. Não é fácil falar um ah neimmmmm! e se passar por goianiense.
Informação útil? Não sei... só sei que gosto muito da expressão.
Ah neimmmmmmmmm!
Postado por Kell às 20:28 0 querendo aparecer
De onde isso saiu: Coisas minhas
