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quinta-feira, 8 de março de 2012

A deficiência nossa de cada dia


Hoje, no caminho para o trabalho, me deparei com uma moça que vinha na direção contrária. Vi que andava com dificuldade, puxando a perna direita, e o braço direito também pendia, caracterizando um possível AVE ou algo semelhante. E de repente senti dó dela!
5 segundos depois do sentimento de pena, uma voz munida de uma mão me deu um empurrão e gritou “Ei, que que cê tá com pena da menina? Olha esse seu braço torto aí!”. Ok, ok. Pode parar de gritar porque eu já não estou mais com dó, beleza?
A voz me fez parar pra pensar no que senti e percebi que, se eu sentia dó daquela moça, eu também seria digna de pena. Mas eu não sou. Tudo bem que eu faço parte da cota de deficientes da empresa, tudo bem que ainda tem gente que olha as cicatrizes no meu braço e devem imaginar coisas horríveis sobre a história delas, tudo bem que é... eu sou deficiente. Mas quem disse que eu lembro disso todo santo dia? Quem disse que eu acho mesmo que eu seja deficiente? E não, eu não digo que não acredito nessa de eu ser deficiente por me sentir mal com esse título. É que eu nem lembro de mim antes de ser deficiente, portanto, isso pra mim é bem natural. É como se eu tivesse nascido com o braço torto; simples assim.
Refleti por 5 minutos, vida que segue, bora trabalhar. Trabalhar usando o mouse na mão esquerda, claro, porque é uma das adaptações que meu braço direito torto me obrigou a fazer, dentre outras.
Já no trabalho, hora da ginástica laboral. Adoro! Só que hoje a educadora física resolveu reunir todos os exercícios impossíveis pro meu braço direito. É claro que eu me adapto, viro o braço de um outro jeito e o exercício sai. Mas cada exercício era uma nova oportunidade pra ela me mandar esticar o braço ou virar o pulso, movimentos atualmente indisponíveis no menu Função. Mas ela, inconformada com a informação de que o braço não esticava e o pulso não virava – afinal, pra que um braço que não faz isso né? – ainda perguntou “Mas, será que se você fizer esse exercício mais vezes, ele não estica pelo menos mais um pouquinho?”. Não. O braço já tá assim há 29 anos. Depois de 1.287.533 sessões de fisioterapia (mentira, mas foram muitas), até parece que um exercício com um pedaço de cabo de vassoura fará o milagre.
Dado o número de eventos ocorridos em menos de uma manhã que remeteram ao assunto “Deficiência”, venho aqui, como deficiente que sou, falar uma coisa pra vocês: nós somos normais! Eu sei, eu sei. Vocês olham pra gente com a mesma dó que olhei pra moça hoje de manhã, olham com curiosidade mas raramente tem a coragem de chegar junto e perguntar “e aí, o que aconteceu?”. Ao contrário do que vocês pensam, a gente não sofre por falar disso. A gente sofre mais quando não fala, quando não mostra, quando temos certeza de que tem alguém rindo disso, o que acontece muito na infância. E depois que a gente cresce, a gente nem se incomoda mais com as risadas. A gente aprende a rir disso também!
Não só a rir, a gente aprende a conviver com aquilo que somos. Aprendemos a superar limites já que a vida fez a gentileza de colocar alguns obstáculos a mais no nosso caminho. Cada dia, quando você se descobre deficiente, é um aprendizado e uma superação. Aprendemos que o impossível nem sempre é tão impossível assim e que dá pra usar a mão esquerda pra milhares de coisas, mesmo sendo destra.
Se a gente sofre? Lógico. Mas a gente não sofre pra sempre. A gente só sofre até o dia em que a voz começa a gritar no nosso ouvido “larga a mão de ser mole e trate de dar um jeito de fazer isso! Se vira!”. E quando isso acontece, não há ser humano que nos faça desacreditar da nossa capacidade.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Noivo chato!

Se existe uma coisa chata, mas absurdamente chata, é noiva que em qualquer não oportunidade dá um jeito de falar sobre casamento. Aí vocês tão lá conversando sobre micose no pé e ela já começa "porque eu já falei pro MEU NOIVO que, antes de casar eu vou olhar o pé dele, e aí... ai, as flores que eu escolhi são lindas! O buquê vai ter rosas vermelhas com mosquitinhos e um laço! As daminhas vão entrar segurando uma boneca porque eu acho issso LINDO e na saída os convidados vão receber potinhos daqueles pra fazer bolinha de sabão."

ZZzzzZZZZzzZzzZzzZzzzzzzz

De verdade? A maioria das pessoas não tá nem aí pro que você vai ou não vai fazer no seu casamento, exceto aquelas que já casaram e curtem o assunto ou aquelas que estão no mesmo bonde que você. Se você não estiver com uma dessas pessoas, aconselho conversar sobre assuntos comuns e, se a pessoa perguntar, aí sim você pode começar a tagarelar. Fora isso, guarde seus pensamentos casamentísticos pra você!

Mas agora existe a versão noivo dessa pessoa e eu o conheço! E garanto: é pior que noiva!

Detalhe: o cara nem noivo está ainda, mas já incorporou o papel!

Pois tava eu lá trabalhando e eis que o ser surge do além, pra não fazer nada, só acompanhar o colega de trabalho que estava vendo umas coisinhas no departamento. Abstraí e continuei fazendo meu trabalho, mesmo porque eu estava bem atarefada e precisava de concentração.
Eis que num dado momento me dou conta que o ser humano tava lá falando com as paredes e só escuto a palavra CASAMENTO. Como percebi que ele falava comigo, resolvi dar atenção e o assunto se prolongou por uns eternos 10 minutos. Porque, né, eu precisava saber que ele já tá pagando o casamento, que será em 2012, que o lugar é barato, que eu devia ir ver o lugar, que o lugar é LINDO... pior é ter que fazer cara de "Noooossaaaaaa, que legal!".
Dava vontade de falar "Olha Fulano, que legal que você vai casar, felicidades, mas eu preciso trabalhar". Mas a boa educação dada pelos meus maravilhosos pais não permitiu isso.

Então é isso, meu povo: tá noivo, tá noiva, vai casar, que legal! Mas não enche.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Luana:

Você, que perguntou sobre o livro "Meu Piano é Divertido" neste post aqui, tenho uma dica pra você:
Esse método é bastante infantil, portanto, o ideal seria você usar um método para adultos. O método que tenho usado é o Bastien´s Older Begginer e imagino que você deve encontrá-lo facilmente em loja de instrumentos e artigos musicais.
Além do método e como eu ainda lembrava de algumas coisas de piano, também trabalho músicas extras, do meu gosto.
O Bastien é bem tranquilo e um pouco mais elaborado do que esses livros de linguagem infantil. Acho que você vai se identificar melhor com ele.
Bons estudos!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Contra fofoca, método Josi de resposta malcriada

Quem nunca falou da vida alheia, de assunto que nem é da sua conta, põe o dedo aqui!
E já que ninguém se manifestou, vamos falar sobre essa coisa maldita, super praticada no ambiente de trabalho, nas famílias, faculdade ou outras aglomerações de pessoas que, não poucas vezes, são consideradas amigas.
Fofocar nada mais é do que falar sobre algo que não é de sua conta pra alguém que não tem nada a ver com isso, colocando seu parecer sobre o assunto. Geralmente as fofocas partem de fatos cabeludos e, a cada novo fofocador que repete a história, ela toma novos rumos, maiores dimensões e no final já pode virar até novela.
Eu já não era muito fã de fofoca porque acho perda de tempo. Se não posso ajudar, também não fico passando a história adiante.
Infelizmente convivo com vááááárias pessoas chegadas numa fofoca, o que me dá vontade de mandar todo mundo calar a boca.
Eis que a Prô Josi, certa feita, foi vítima das colegas fofoqueiras. Acompanhei de perto o stress que isso causou e acabamos nos tornando mais avessas ainda a essa coisa feia que é fofocar.
Foi então que Josi deu início ao seu método de resposta malcriadas para fofoqueiros.
Se alguém chega e pergunta pra Josi o que aconteceu com sei lá quem, que ficou sabendo de sei lá o quê, e que horror, óóóhhhh, o que Josi responde? Não sei... liga pra ele(a) e pergunta.
Como é que ninguém tinha pensado nisso antes né? Quer mesmo saber da vida de alguém? Liga pra pessoa, pô. Aí você pega a notícia direto da fonte.
Não. Porque a graça da coisa está exatamente em conjecturar sobre o que aconteceu. Tirar conclusões, fazer análises psicológicas do ser envolvido, criticar até não mais poder e coisas bem típicas de pessoas que não tem mais o que fazer.
Fato é que agora não me dou ao trabalho de ser educada com quem me procura pra falar mal dos outros. Se não mando ligar pra própria pessoa, já falo: se é pra falar coisa ruim de alguém, nem me fale que eu não faço questão de ouvir.
E pra terminar em grande estilo, uma oração que já postei por aqui, mas que deve ser repetida sempre, e sempre, e sempre...

"Senhor! Não consintas que eu me alimente dos defeitos ou insensatez de outras pessoas. Se eu não tiver algo de bom a dizer sobre um irmão, ajuda-me, Senhor, a guardar silêncio."

Robert H. Pierson

domingo, 19 de outubro de 2008

Desabafo

Quando vejo esse tipo de coisa, penso que pena de morte é pouco.
Matar não é prova de amor. É prova do maior egoísmo que existe, da incapacidade de respeitar a escolha do outro e de, mesmo não sendo a escolha desse outro, tentar ser feliz. E permitir que o outro também seja feliz.
Todos os dias desta última semana eu orei por essa menina. Orei por ele também. Por muitas vezes a esperança de que tudo desse certo existiu. Infelizmente o que eu queria, não aconteceu.
Apesar do meu ódio, vou continuar orando por ele. E por mim, que o estou xingando desde a hora que soube do triste desfecho. Pela família para que, em algum momento, encontre a paz.
Aos olhos humanos, isso não tem perdão. Mas sou obrigada a me lembrar que, quando Jesus estava na cruz, garantiu a um ladrão que ele estaria no paraíso com Ele. Intercedeu por aqueles que O crucificavam dizendo a Deus que "eles não sabiam o que faziam". Curou cegos, coxos, leprosos mas, acima de tudo, curou corações e restaurou vidas.
Hoje, Ele ainda faz isso. Nem todos acreditam, mas Ele faz.
Então, vou orar por um milagre. O milagre do perdão.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Pensei em escrever...

... mas vou desligar o computador e ler um livro.

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SoSuechtig, Burajiru
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