SPAM te irrita? A mim também.Sem que você peça lá vem um e-mail que te oferece Viagra (não, obrigada), novidades no mercado de impressões (não, obrigada, exploda!), curso de sei lá o que sei lá onde sei lá com quem sei lá quanto parcelado e sei lá quantas vezes. Sem contar os desconhecidos que aparecem no meu Hotmail pedindo encarecidamente que eu veja o perfil deles no Quepasa.
Eis que hoje abro o e-mail da empresa e lá está ele, o SPAM. O que oferece os serviços ultra modernos de impressão. Tá. E aí? Aí que eu não tenho nada com isso, eu trabalho numa escola de música então me poupe de gastar tempo com isso né!?! Aí quando olho o e-mail do remetente, tratava-se de um e-mail do Hotmail e penso: vou pedir gentilmente que esse ser insano retire meu e-mail dessa lista dele.
Mando o e-mail. Favor retirar este e-mail da sua lista para SPAM. Educadinho não?
Pois o palhaço SPAMMER que envia seus e-mails diretamente da lan house do inferno ainda responde dizendo o que? Que aquilo não era SPAM, era um meio de divulgação do produto dele. Neste exato momento quase que eu zipo a mim mesma e me mando por e-mail pra esse ser só pra dar um soco na cara dele. (Ai... viajei...)
Aí lá vou eu no senhor sabe tudo e digito “SPAM”, aperto enter e aparece a Wikipédia com a seguinte definição:
“O termo Spam, abreviação em inglês de “spiced ham” (presunto condimentado), é uma mensagem eletrônica não-solicitada enviada em massa.
Na sua forma mais popular, um spam consiste numa mensagem de correio eletrônico com fins publicitários. O termo spam, no entanto, pode ser aplicado a mensagens enviadas por outros meios e noutras situações até modestas. Geralmente os spams têm caráter apelativo e na grande maioria das vezes são incômodos e inconvenientes.”
E eu que não gosto de gente retardada e insolente, mandei uma resposta com essa definição e ainda faço o seguinte comentário: O seu e-mail não foi solicitado, foi enviado em massa, tem fim publicitário, é incômodo e inconveniente. Então é SPAM, certo?
Ainda não recebi outra resposta idiota e não sei se vou dar continuidade nessa conversa virtual porque tenho mais o que fazer (um relatório?). Só sei que o fazedor de propaganda virtual apareceu no meu caminho num péssimo dia e deve estar me xingando até agora. Ou não. Pode estar rindo da minha cara.
Mas que se explodaaaa!
E pro dia continuar bem...
Com o pressentimento que meus monitores da tarde andavam chegando atrasados, resolvi que só sairia pra almoçar depois que todos eles, que devem entrar às 13h, chegassem.
Num dado momento lá meu fui fazer algo ao ar livre. Eis que de repente, não mais que de repente, vejo uma criança cair de cima de um muro (que fica exatamente no nível da entrada do restaurante da escola) de cerca de 2 metros. Meu coração acelera e lá vou eu socorrer o garoto. Ele se levanta e aparentemente nada acontecera.
Mas, como dizem por aí, as aparências enganam!
Quando me aproximo do moleque, vejo um braço que, próximo ao pulso forma um “S”. Pra chegar do braço até à mão, tinha um degrauzinho.
Eu, que nem gosto dessas coisas, me desespero mais que o moleque – que nem chorar chorava – e falo: segura esse braço e vem comigo! Porque eu é que não ia meter a mão naquele braço torto!
No caminho, chega junto o “amigo” que empurrou o moleque muro a baixo e eu, nervosa até não poder mais, começo com a sessão bronca. Melhor do que a bronca, só a cara do delinqüente vendo o serviço no braço do amigo. (O delinquente e o moleque braço em “S” são alunos da escola de música também. Delinqüente é um garoto fofo, meigo, mas arremessa amigos de cima do muro. Moleque braço em “S” acaba de se tornar aluno de trompete e já vai ficar sem aula. Que dó!)
Chego à minha sala provavelmente falando tão alto que juntou uma galera ao meu redor pra ver o que acontecia, enquanto eu ligava pra enfermaria. Mas, hora de almoço, nada de enfermeira.
Para alegria geral da nação, chega a responsável pelo moleque, a professora do Período Integral. Pega que é seu!
Para alegria do delinqüente e do moleque braço em “S”, não tive a feliz idéia de mostrar meu braço torto, com duas cicatrizes de 18 pontos cada, resultado de fratura também.
Espero que o pai do moleque braço em “S” tenha levado o coitadinho pro hospital, e não pro açougue, como fizeram os meus pais quando quebrei o braço. Aí deu nisso! (Quem conhece, que bom. Quem não conhece, um dia eu coloco uma foto. Preparados para imagens fortes? Hahahahaha)
Mãe e pai (se é que minha mãe ainda lê isso, porque meu pai eu sei que não lê): é brincadeira ta? Eu sei que a culpa é do médico japonês. E da Josi (porque a culpa é sempre dela). E minha, por subir no banquinho. E da minha mãe também porque, onde já se viu uma mãe deixar a filha de 2 anos subir em banquinho no parquinho? Isso é uma vergonha!




