Bem que eu gostaria de ter postado antes, mas meu braço torto andava tão inchado e dolorido que desisti. Daqui a pouco eu desisto de novo porque ele cansa.
Enfim... depois de muito refletir sobre as atuais necessidades do meu braço (= fisioterapia), resolvi me mandar, junto com mama, para Campo Grande - MS, o lugar mais quente que eu conheço além das piscinas a 40ºC de Caldas Novas, pois por aqui fica mais fácil me deslocar pra fisio.
Partimos de Sampa - de ônibus porque não dá pra desembolsar R$500 assim, pro luxo do avião apertado - na terça às 23h30 (idéia idiota, estúpida e retardada minha de sair nesse horário), contra todos que não queriam que eu viajasse (Chu, Mari, Cam, Hírley e os animais, eu acho).
Para minha alegria, o ar condicionado do ônibus não estava no modo "você está num iglu", e consegui dormir sem ser congelada. Apoiei o bracinho num travesseiro e dormi. Eis que, durante a noite, descobrimos que o ônibus para em tudo que é lugar que você jamais gostaria de conhecer. Ok. Mas é aí que a viagem começa de verdade. No meio da madrugada, um bebê abre o berreiro dentro do ônibus. Respiro fundo, bebê finalmente para de chorar e volto a dormir. Pouco tempo depois, acordo por causa dos roncos do passageiro de trás. Que que era aquilo hein? E o ônibus continua pingando...
Às 6h30 da manhã ele para em mais uma cidadezinha inha pra pegar mais passageiros. Entra uma mãe com seu filho adolescente, com mais problemas pelos membros do corpo do que eu (não sei o que ele tinha) e tentam se acomodar no banco atrás do nosso. Depois de muito levantar o banco, abaixar o banco e a mulher sequer agradecer, ela pede pro povo do primeiro banco ceder o lugar pra ela e o filho, por causa dos problemas do menino. Tudo certo. Quando eu penso que voltarei a dormir, a mesma mulher saca sua TV portátil, MP9, MP10, MP sei lá o quê, e liga num canal de notícias. Não acreditei! Como pode um ser humano fazer isso nesse horário com todo mundo tentanto dormir? Dei risada. Minha mãe começou a falar num tom que ela escutasse "será que isso não tem fone?". A mulher se incomodou? Magiinaaaaaa... Pra quê né? Estava lá feliz e contente com o filho, mudando de canal. Então o senhor do banco ao lado fala que ele queria dormir e que ela estava incomodando, não somente a ele, mas aos outros passageiros que já haviam falado (= minha mãe). Sabe o que a educada senhora respondeu? "Meu sehor, o sol já raiou! Não é hora de dormir!". Aí parei, esperei o Bozo entrar perguntando "Que horas são? CINCO E SESSENTAAAAA!" e falei "O sol já raiou... é melhor ouvir isso do que ser surda!". Ah não. Era muito pra minha cabeça.
Finalmente a mulher resolveu deixar de ser besta e desligou o noticiário que todo mundo estava interessado em ouvir. E, mesmo com o sol que já tinha raiado, ela dormiu tão bem a ponto de roncar!
Depois de 15 horas de viagem - isso mesmo, QUINZE! - chegamos ao nosso destino. Cansadas mas vivas. E meu pai nos esperava.
Finalmente "em casa".

2 querendo aparecer:
o cabeça to online
nooooooooooooooosssssaaaaa crisssss
hahahahahahahahahahahahahha
parece viagem minha..rsrsrsrssrs
épocas que viajava, com aquele ser abestalhado que ainda não acredito que seja do meu sangue, de santa catarina por rio grande do sul direto.
imagina a garota enchaqueca tolerância zero viajando contigo nesse onibus.....tinha saído no braço com a mulher pois to mal-educada até com as formigas que cruzam o meu caminho.
enfim......
Cris...saudadinhas, por hj até este horário continuo empregada...rsrsrsrs
e nas manhãs aqui as vezes me pergunto o que será pior? ser cega e surda ou ver e ouvir as pérolas e situações do cotidiano escolar exemplo com o qual tenho que viver para pagar TOOOOOOOOOOODDDDDDDAAAAAAAASSSSSSSSSSS as contas que faço?
ahhh vou comprar colchão de solteiro mesmo..rsrsrs a sanidade financeira voltou quase que 100% a este corpitcho decerebrado...
depois deste comentário minúsculo...eu vou comer peixe...to com saudade.....muita conversa acumulada...meus dedos naõ param .... aiii Criiisssss
bjo
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