É inacreditável como em apenas 2 horas do meu dia (acordei às 8 e tudo que vou relatar aqui aconteceu até as 10h) já tive noção do que me aguarda. Vamos aos fatos:
Dia 31 fui pra casa do Chu passar o reveillon com ela e sua mãe. Pretendíamos vir aqui pra casa ainda ontem, mas o Chu enrolou, enrolou, enrolou, choveu, choveu e choveu, então acabamos ficando por lá mesmo.
Hoje de manhã Chu foi pro trabalho e eu vim pra casa, terminar a limpeza - falta meu quarto e organizar as bagunças da pintura das mesas - , cuidar dos animais, fazer compras porque a geladeira tá daquele jeito, coisas bem dona de casa mesmo!
Eis que estou lá sentadinha esperando o metrô - Linha Lilás que liga Nada a Lugar Nenhum - e preciso pegar um lenço dentro da bolsa, já que meu nariz tá uma belezinha. Coloco a mão lá dentro e pego em algo mole, muito estranho. Penso: será que caiu alguma comida aqui dentro? Retiro o objeto até então não identificado e descubro que não é nada mais nada menos do que uma lesma! Porque toda mulher que se preze carrega uma lesma dentro da bolsa né? Com o sono, demorei uns 3 segundos pra identificar o bicho, que em seguida foi arremessado. A moça sentada ao meu lado parece que não entendeu muito bem o que estava acontecendo e ainda deu uma olhadinha nada discreta pra ver o que eu arremessara no chão. Pois a lesma, bela e formosa, ainda saiu andando. Eca, mil vezes eca!
Morrendo de nojo, pego o gel antisséptico dentro da bolsa (que também deve ter sido vítima da lesma), coloco gel na mão o suficiente pra limpar o corpo inteiro e também limpo o potinho do gel. Eca de novo!
Pego metrô, ônibus, e rapidinho estou em casa.
Como já descrevi minha casa aqui, acrescento a informação de que, na frente de casa, do lado esquerdo (pra quem entra) da rampa que dá acesso à garagem, tem um espaço cheio de (atualmente) mato, árvores frutíferas (pêssego, mexerica, limão, mamão), cana de açúcar, uma palmeira enorrrrrme, alguns ficus e dois pinheiros, sendo que um deles é gigante e o outro é meio gigante. O meio gigante, de uns 4 metros de altura, fica bem próximo ao muro da frente. Visualizaram?
Então.
Entro eu pelo portão, dou comida pros cachorros e, quando me dirijo pra escada, começo a ouvir uns miadinhos que pareciam vir da rua. Ah não. Será que eu teria que adotar mais um gato abandonado? Não me bastam Kiki, Chico e sua prole? Mas o coração mole (que parece uma lesma! Eca!) não permitiria que um gatinho ficasse na rua. Começo então a fazer barulhinhos pra chamar a atenção do bichano e descubro, com esse ouvido bom que Deus me deu, que o gato deveria estar lá no meio do mato de casa. Aí que fui me dar conta de que provavelmente seria um dos gatinhos, já que eles andam se aventurando pela janela de casa e poderiam muito bem ter descoberto como fugir de casa. Continuo com os barulhinhos e eis que Jubileu se revela em cima do pinheiro quase gigante, numa altura que eu não conseguiria pegá-lo sem alguma ajudinha.
Saio correndo, já que Ogro ficou espertão ouvindo os miados, entro em casa, largo a bolsa e a outra bolsa gigante, pego uma banqueta e a primeira toalha que vejo (a da Hírley!) e lá vou eu pra operação salvamento de seres imbecis.
Coloco a banquetinha próxima ao pinheiro, subo, ela afunda um pouco (não que eu esteja gorda, mas a terra está molhada né) e, já no meio das folhas pinicantes, tento alcançar Jubileu. É claro que não consigo e ele sequer faz algum esforço pra descer um pouquinho. Começo então a pesquisar os galhos pra ver qual deles me aguentaria e estava menos escorregadio. Empurro alguns galhos, coloco um pé num galho, outro no outro e finalmente alcanço o bichinho imundo e molhado. Enquanto subo as escadas, sou seguida por Mel e Ogro. Minha sorte é que a Mel, a mais espoleta, nunca cogitou a idéia de comer gatos. Aliás, ela os adora! Já o Ogro adoraria abocanhar todos eles, mas é só eu falar bem firme com ele que ele nem se aproxima.
Entro em casa esbaforida, o gato se joga no chão, tiro o All Star que um dia foi bege mas agora tem partes marrom também, vou pro quarto e tiro a calça que também está imunda, coloco comida pros gatos esfomeados, principalmente Jubileu, pego uma bacia, levo pro banheiro, encho de água quentinha e saio atrás do ser imundo que precisava de um banho urgente. Levo-o pro banheiro que eu lavei anteontem e que fica cheio de folhinhas de pinheiro, coloco Jubileu na bacia. Tiro o excesso de sujeira só com água mesmo, coloco o gato pra fora da bacia e a encho de água novamente. Quando coloco o Jubileu na bacia novamente, ele fica tão nervosinho que, além das arranhadas, gruda os dentes na minha mão. Mas nem eu o largo nem ele me larga! E a luta continua...
Finalmente, sem nenhuma opção de fuga, ele se acalma e eu consigo dar banho nele sem outras arranhadas e mordidas.
Pra que começar o ano numa boa, tranquilamente, quando podemos começar dando uma de bombeiro (só em filme mesmo) e salvando gatinho de cima da árvore?

3 querendo aparecer:
KKKKKKKK...
Tadinha da lesma, despejou ela da casinha nova q conseguiu no ano novo, como vc é má!!!!kkkkkk
O Jubileu suicida com certeza puxou a mãe dele...rsrsrs
Feliz 2009, querida!
Beijocas,
Recadinho... bjo
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