terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

Geralmente vou andando pro trabalho. 15 minutos de caminhada não mata ninguém. E gosto de caminhar, já que é um dos momentos em que consigo organizar pensamentos (o outro momento é o banho).
Tenho feito esse trajeto ouvindo a Jovem Pan, que até as 9h (se não me engano) passa a programação da Jovem Pan AM.
Por diversas vezes tive a alegria de ouvir o texto abaixo na voz de um jornalista que desconheço o nome (ou não lembro...).


"O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida á extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar. "

1 querendo aparecer:

Bruna disse...

Bah, tu nem vai acreditar..

eu de férias lá na lagoa dos patos...

passeando no centro, no meio do barzinhos e adivinha o nome de um dos bares??


"BAR DA KELL"


Juro que lembrei de ti na hora!!
Quase entrei pra pedir desconto!

:D

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