Estava eu aqui de bobeira quando, há alguns minutos atrás, a campainha toca. Pergunta 1: quem se atreve a tocar a campainha de alguém às 22h40? Pois é...Pra variar um pouquinho, a Eletropaulo deu recesso para os postes de luz da rua e a rua tá um breu. Só pra variar, por que a Eletropaulo NUNCA faz isso por aqui. Magina. Eu que tô vendo coisas. Quer dizer... deixando de ver coisas né.
Lá fui eu pra porta de casa - que felizmente fica alguns metros acima do nível da calçada aí eu poderia mirar o infeliz que incomodava àquela hora - acendi a luz da entrada e fiquei esperando o ser das trevas falar comigo. Mas o ser das trevas não falava. Ele gesticulava. Isso mesmo: GES-TI-CU-LA-VA.
Pergunta 2: quem se atreve a descer até o portão e atender um (suposto) surdo no breu?
Pior que o pseudosurdo ficou lá com os braços levantados, insistindo pra que eu fosse atendê-lo. Mas é lógico que eu não ia ser manézona de descer e comprovar o milagre do surdo que voltou a ouvir (e falar) me dizendo: é um assalto!
Se fosse na época em que comecei a aprender LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), é bem capaz que eu inventasse de ir lá mostrar meus dotes linguísticos (ou seria manuais?). Mas agora, que eu sou esperta, desconfiada e não consigo mais trocar 20 palavras com um surdo, acho melhor não correr o risco de ter que relatar no blog o dia em que fui assaltada por um surdo já que eu já fui roubada por um velho - de bengala, como diz o meu irmão.

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