quinta-feira, 18 de março de 2010

A medicação - minutos eternos de puro terror

Como falei no post anterior, eis o relato sobre a tortura que foi a medicação.
Depois de contar tudo de novo pro médico, ele me mandou, com uma receitinha, pra medicação. Como boa chata que sou, já fui logo perguntando se tinha algo naquela fórmula mágica que pudesse afetar meu estômago. Mas doutor já se adiantou e colocou Omeprazol , perninhas de aranha e asas de barata na mistura.
A enfermeira da medicação me mandou esperar sentadinha numa sala com várias poltronas e lá fiquei.
Muitos minutos depois, finalmente aparece a ser humana que iria aplicar drogas no meu corpo. Ela sacou um garrote e garroteou meu braço esquerdo de um jeito que pensei que sairia de lá com um braço doendo e um desbraço (desciclopédia mode ON). Me mandou abrir e fechar a mão e ficava lá dando tapinhas nas minha veias. Imagine que minha veias são umas coisas mais do que visíveis, masssssss a mulher ficou lá fazendo aquela cena toda pra "encontrar" minha veia.
Mesmo eu não sendo fresca pra agulhas, seringas e essas coisas, me bateu aquela insegurança vendo a mulher me estapeando e eu só conseguia manter os olhos na revista que eu estava lendo. Pra completar, a dita cuja ainda ficava tentando estabelecer contato, puxando conversa boba. E pra não bater na cara dela, eu respondia apenas com grunhidos.
Meu braço roxo (mentira...), quase caindo, finalmente ela resolve que está na hora de meter a agulha. Fixo ainda mais os olhos na revista e lá vai ela.
Agulha enfiada e nada mais acontecia. Resolvi olhar pra ela, que já começou a falar: Nossa... não tá vindo o sangue. Ou seja, ela não tinha pego a veia! Aí ela começou a cutucar, porque, segundo ela, minha veias eram alguma palavra que não lembro, mas que significava que elas fugiam. Tudo isso bastou pra eu começar a ser mal educada. E ela, insistindo em ser legalzona, só conseguiu respostinhas mínimas e cínicas de minha parte. Percebendo que aquela fuçação dentro da minha mão não ia dar em nada, ela decide tirar a agulha. Aí começou a sair bastante sangue, e ela lá puxando conversinha pra amenizar a situação, e ficou um belo roxo inchado no lugar onde ela estourou minha veia. Eu, percebendo que ela faria nova tentativa, falei: POR FAVOR NÃO TENTE PEGAR VEIA AÍ NOVAMENTE.
Aí ela pega o garrote da morte novamente e tira meu braço fora avisa que vai tentar no braço mesmo e com agulha pra bebê (!!!). Só que nesse momento eu já estava quase a ponto de sair correndo. Mas como o mundo conspira a meu favor, nesse exato momento aparece uma enfermeira de verdade e se oferece pra pegar a veia e a outra faria o resto do serviço.
Rapidinho a enfermeira de verdade pega uma veia na minha mão e a outra começa a injetar as drogas.
Quando começa a aplicação do remédio de verdade, além do ardidinho sinto uma tontura e uma moleza e me pergunto: Onde é que eu consigo umas ampolas dessas pra eu ficar legal?
A enfermeira fake sai da sala e lá fico eu, com mais 2 companheiros de medicação.
Minha mãe me liga e eu desabo. De nervoso. Por causa do comprador dos infernos que não comprou meu head phone, por ter que fazer uma viagem pra ir ao médico, por causa da suposta enfermeira que ficou cutucando minha mão. Que drama!!!
A pseudoenfermeira me vê chorando e pergunta se tá tudo bem (MOOOORRRRRRAAAA!), os companheiros de medicação me veem chorando e o médico chega quando eu ainda estava com cara de "acabei de chorar".
Aí ligo pra Josi e peço pra ela me pegar no metrô, porque eu não conseguiri chegar em casa naquela situação deprimente e cambaleante.
Fim da medicação, médico chega com a receita e com o atestado de 7 dias de alforria.
Seguem as fotinhas do exame de corpo delito que fiz após a medicação. A enfermeira deve ser presa muito em breve.






3 querendo aparecer:

Anãonimo disse...

Semaninha do cão hein kell, nem vou fazer graça depois dessa...

Bruna disse...

Oiii Keellll...
Tava com saudades daqui!
Agora voltei ao mundo bloggeiro e passarei mais por está simpática página!!

O que aconteceu com sua mão mulher???
oO

Beeijos

Unknown disse...

Kell di deos...esse ritual de nao achar veia é o que eu passo 98% das vezes que tenho que tirar sangue ou aplicar remédio na veia. As minhas sao fininhas, escondidas e fujonas...

Mas...faça a Pollyana e pense nos dias de folga...

=)

bjus

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