quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O resgate do gato... Ryan?

Vou resumir muito a história porque tô podre de cansada.
Little Black Female Cat - Pretinha, para os íntimos - ficou prenha e pariu 3 gatinhos. Duas semanas depois, Kiki também pariu 3 filhotes, mas um já nasceu morto e mal formado.
Kiki, acreditando que a vida era injusta, resolveu fazer justiça com a própria boca e, na segunda-feira, enquanto eu jogava Guitar Hero na casa do Chu, foi lá e roubou um dos filhotes de Pretinha.
Chegamos em casa e, constatado o roubo, fui lá devolver o filhote à Pretinha.
Pretinha, com medo de que Kiki lhe afanasse o resto da prole, pegou os 2 restantes e carregou pra cima do telhado da vizinha, próximo à caixa d´água.
Com dor no coração lhe entreguei o filhote roubado que, de primeira, ela derrubou na casa da vizinha. Como ela não tem experiência em resgates, Chu empurrou Kiki pro quintal da vizinha que foi lá e resgatou o bebê.
Pretinha agarrou o filhote e levou pra junto de seus irmãos, no telhado da vizinha.
Na segunda dormi triste, pensando em como estariam os filhotes.
Lá pelas 5h30 de terça, sem conseguir dormir porque havia chovido muito à noite e eu não parava de pensar nos gatinhos, me levantei e, muito feliz, descobri que Pretinha havia trazido os gatinhos. Só que trouxe apenas 2!!! Pensei então que provavelmente ela havia derrubado o outro na casa da vizinha e, àquela altura, o pequeno ser já teria virado petisco da Lua, a cachorra fofa mas que adora comer um gatinho.
Fiquei triste, mas né... fazer o que?
Tomei providências para que Kiki não roubasse mais nenhum gatinho e assim Pretinha ficaria feliz e contente com seus 2 filhotes restantes.
Porém, ontem à noite, comecei a ouvir uns miadinhos que não vinha de casa, mas sim do telhado da vizinha. Pra piorar meu desespero, lá foi Pretinha pro telhado, cheirava, cheirava e olhava pra mim com cara de "Por favor faça alguma coisa!". Mas eu, cagona medrosa, não consegui juntar coragem pra subir no telhado no meio da noite.
Mais uma noite que dormi mal pra caramba, e os miadinhos não saíam da minha cabeça. Acordei várias vezes na noite passada pensando no pobre gatinho que, certamente já estaria morto pela manhã.
Acordei, fui trabalhar e, por várias vezes durante o dia pensava no gatinho. Na hora do almoço não ouvi miado algum e fiquei triste pensando no pobre filhote morto.
Eis que chego em casa depois do trabalho e lá vou eu tentar escutar o gato. E escutei! E já tava escurecendo e eu PRECISAVA fazer alguma coisa. Chamei o senhor que mora nos fundos da casa da vizinha e falei o que se passava. E ele descobriu que sim, o gatinho estava em algum lugar sob o telhado da casa! Já fui perguntando se ele tinha escada, se eu podia ir lá tentar resgatar o bicho e é claro que ele deixou.
Subi no telhado e, para meu desespero total, o gatinho estava justo na parte da casa que é coberta por telhado de amianto, aquelas placas enorrrrrrrmes e eu ficaria muito grata se o bichano tivesse escolhido a outra parte da casa, de telhas mesmo.
Comecei a fuçar no telhado, tentei levantar a placa, mas ela era enorrrrrrmeeee e pesada. Achei que o gato tava num lugar e, mexendo no telhado, quebrei um belo pedaço. e o bicho não tava lá.
Foi então que pensei: quer saber? Vou encostar o ouvido nesse telhado até achar o miado desesperado e vou quebrar o telhado o mais perto do filhote. E foi o que fiz! Assim que descobri de que lado estava a criança, levantei o telhado, calcei com um tijolo pro negócio não voltar e apertar meus dedos, e puxei. E quebrou!
Mas o gato ainda estava um pouco distante. Caguinho, muito curioso, já foi entrando e empurrando o gatinho em minha direção (desacreditei quando vi isso!). Pedi uma vassoura pro vizinho e tratei de puxar o gatinho.
Não sei se Pretinha chegou a entrar lá para amamentar o bebê. Imagino que não já que ela provavelmente o teria trazido de volta se fizesse isso. mas o gatinho, apesar de mais magro que seus irmãos, está bem espertinho e agora só quer saber de mamar.
Estou morrendo de cansaço, sinto que meus braços vão cair a qualquer momento, mas estou muito, muito, muito feliz por ter conseguido tirar o gatinho de lá. Tenho certeza de que não conseguiria dormir essa noite pensando nele novamente.

Obs.: Durante o resgate eu não conseguia parar de pensar em animais peçonhentos no telhado. Medo!

3 querendo aparecer:

anãonimo disse...

cansei só de imaginar essa operação de resgate...

Yla disse...

Adorei! Linda historia. Dá desespero mesmo de pensar no bichinho indefeso... arrasou no resgate!

=)

Sua Vizinha!!! disse...

Trate de pagar as telhas que voce quebrou

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