sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Postando do celular...

... tudo fica mais fácil!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

É bom ter alguém

É bom ter alguém com quem dividir. Dividir a cama, a refeição, as tarefas, as alegrias, o dia, as novidades. Não é tão bom assim ter que dividir o banheiro, mas até isso a gente aprende.


É bom ter alguém pra quem perguntar sobre o jantar, sobre o que comprar no mercado, sobre o que quer fazer no dia seguinte, sobre coisas que você não sabe, mas ele deve saber. Perguntar se aquela dor passou, se melhorou da gripe, se pingou o colírio, se quer que faça gelatina. Perguntar é como dizer que você se importa, que você quer fazer algo pela pessoa e também é valorizar conhecimentos que o outro tem, e você não.

É bom ter alguém de quem a gente queria sempre cuidar. Pra quem a gente quer fazer um almoço, o bolo que ele gosta, um pudim. Alguém que é capaz de fazer você acordar durante a noite pra ver se a febre baixou e, se por acaso ele acorda também, você pergunta se quer água. Alguém pra você mandar se agasalhar bem, porque vai nevar.

É bom ter alguém com quem dormir. Principalmente no inverno. Mesmo que os pés a serem aquecidos sejam os do outro. Em você, claro! Mesmo que, sendo a cama suficiente pra mais gente, no meio da noite você tenha que empurrá-lo mais pra lá e assim poder voltar a dormir na certeza de que não vai cair.

É bom ter alguém com quem acordar. Aquele acordar sem pressa, onde cada um acorda num horário e dá um jeitinho de acordar o outro. Onde os dois decidem dormir mais um pouquinho e já deu a hora do almoço. Aí, quando decidem que é hora de levantar mesmo (ah! a fome!), ainda assim ficam lá abraçados por mais uns 10 minutos.

É bom ter alguém com quem sonhar. Alguém com quem fazer planos, com quem você quer ter filhos, alguém com quem você quer conhecer o mundo ou o outro lado da cidade. Sonhar com a casa, o futuro, o hoje e o daqui a pouco. Sonhar sem nem precisar dormir.

É bom ter alguém pra te ajudar. Não só pra abrir o vidro de azeitonas, ou trocar o chuveiro. Alguém que de vez em quando confira sua conta e deposite um dinheiro. Alguém que saiba consertar seu celular, caso ele não reconheça o chip, e até o botão do seu iPod. Tudo bem que o botão do iPod talvez ele não conserte, mas ele sabe onde tem um outro negocinho que faz o serviço do botão que não funciona mais.

É bom ter alguém com quem rir. Alguém de quem você possa rir e que ria de você. Alguém que ria com você, das suas bobeiras. E alguém que faça bobeira só pra te fazer rir. Alguém com quem você faça piadas que ninguém no mundo entende.

É bom ter alguém com quem se deseja estar. Hoje, amanhã e depois e depois e depois de amanhã. Alguém com quem se esteja junto, e não necessariamente perto. Alguém cuja presença, mesmo silenciosa, seja um conforto e uma segurança.

É bom ter alguém de quem se despedir pela manhã e pra quem voltar no fim da tarde.

É muito bom ter alguém.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Vegetariana há 15 minutos

Festa pra comemorar os aniversariantes do semestre, servem os sanduíches de metro e alguém já grita "o sanduíche do meio é vegetariano". Faz-se a fila e nisso aparece uma boa alma já com um sanduíche vegetariano, servindo o povo. Comi.
Sanduíche comido, parto em direção à mesa pra garantir o segundo pedaço. Por via das dúvidass, grito "É esse aqui o vegetariano?", apontando pro sanduíche do meio, e alguém - que não sei quem, claro - grita de volta "É!".
Pego o pedaço e volto a conversar. Mordo o sanduíche e algo muito estranho acontece. Nem tanto pelo sabor, mas a textura das coisinhas eram estranhas. E fiquei lá tentando decifrar o que era aquilo. Não gente, isso não é ricota, não é cenoura, não é berinjela, não é... o que mais vegetariano come mesmo? (Pergunta retardada que mais ouvi nesses últimos 15 anos...). Definitivamente aquilonão era nada vegetariano.
Mostra sanduíche pra colega e colega dá o veredito "É... isso não é mesmo vegetariano não". Então come colega, por favor. (Porque é feio jogar comida fora.)
Gente... deixa eu explicar pra vocês que isso acaba com o orgulho do vegetariano de dizer "não como nenhum tipo de carne há 15 anos!". Isso desmoraliza qualquer vegetariano! É por isso que vegetariano nunca É vegetariano. Vegetariano ESTÁ vegetariano até que algum ser mal intencionado, mal informado ou mal educado ponha fim ao seu estado vegetariano.
Já fui enganada por coxinha frango disfarçada de bolinha de queijo em festa infantil. Mas essa eu coloquei na boca, senti o gosto e já enrolei no guardanapo. Já fui enganada por empadinha de camarão que era pra ser de palmito, por outra de frango que o ser humano garantiu que era de queijo, pelo meu pai que me induziu a comer um pouco do tutu de feijão dele COM carne (e disse ele que tinha me avisado que tinha carne, mas como ele simplesmente leva o garfo à minha boca mesmo assim??? Eu tinha me tornado vegetariana há pouco tempo, então ele não devia estar me levando a sério, só pode!) e até por uma "amiga" que, sabendo que uma maionese tinha salsicha de frango, fez a "gentileza" de afirmar que a salsicha era vegetal. O melhor dessa "amiga" é que, 1 ano depois, me contou a história dando gargalhada.
Sendo assim, estou vegetariana há um pouco mais de uma hora. E que venham os próximos 15 anos!


quinta-feira, 8 de março de 2012

A deficiência nossa de cada dia


Hoje, no caminho para o trabalho, me deparei com uma moça que vinha na direção contrária. Vi que andava com dificuldade, puxando a perna direita, e o braço direito também pendia, caracterizando um possível AVE ou algo semelhante. E de repente senti dó dela!
5 segundos depois do sentimento de pena, uma voz munida de uma mão me deu um empurrão e gritou “Ei, que que cê tá com pena da menina? Olha esse seu braço torto aí!”. Ok, ok. Pode parar de gritar porque eu já não estou mais com dó, beleza?
A voz me fez parar pra pensar no que senti e percebi que, se eu sentia dó daquela moça, eu também seria digna de pena. Mas eu não sou. Tudo bem que eu faço parte da cota de deficientes da empresa, tudo bem que ainda tem gente que olha as cicatrizes no meu braço e devem imaginar coisas horríveis sobre a história delas, tudo bem que é... eu sou deficiente. Mas quem disse que eu lembro disso todo santo dia? Quem disse que eu acho mesmo que eu seja deficiente? E não, eu não digo que não acredito nessa de eu ser deficiente por me sentir mal com esse título. É que eu nem lembro de mim antes de ser deficiente, portanto, isso pra mim é bem natural. É como se eu tivesse nascido com o braço torto; simples assim.
Refleti por 5 minutos, vida que segue, bora trabalhar. Trabalhar usando o mouse na mão esquerda, claro, porque é uma das adaptações que meu braço direito torto me obrigou a fazer, dentre outras.
Já no trabalho, hora da ginástica laboral. Adoro! Só que hoje a educadora física resolveu reunir todos os exercícios impossíveis pro meu braço direito. É claro que eu me adapto, viro o braço de um outro jeito e o exercício sai. Mas cada exercício era uma nova oportunidade pra ela me mandar esticar o braço ou virar o pulso, movimentos atualmente indisponíveis no menu Função. Mas ela, inconformada com a informação de que o braço não esticava e o pulso não virava – afinal, pra que um braço que não faz isso né? – ainda perguntou “Mas, será que se você fizer esse exercício mais vezes, ele não estica pelo menos mais um pouquinho?”. Não. O braço já tá assim há 29 anos. Depois de 1.287.533 sessões de fisioterapia (mentira, mas foram muitas), até parece que um exercício com um pedaço de cabo de vassoura fará o milagre.
Dado o número de eventos ocorridos em menos de uma manhã que remeteram ao assunto “Deficiência”, venho aqui, como deficiente que sou, falar uma coisa pra vocês: nós somos normais! Eu sei, eu sei. Vocês olham pra gente com a mesma dó que olhei pra moça hoje de manhã, olham com curiosidade mas raramente tem a coragem de chegar junto e perguntar “e aí, o que aconteceu?”. Ao contrário do que vocês pensam, a gente não sofre por falar disso. A gente sofre mais quando não fala, quando não mostra, quando temos certeza de que tem alguém rindo disso, o que acontece muito na infância. E depois que a gente cresce, a gente nem se incomoda mais com as risadas. A gente aprende a rir disso também!
Não só a rir, a gente aprende a conviver com aquilo que somos. Aprendemos a superar limites já que a vida fez a gentileza de colocar alguns obstáculos a mais no nosso caminho. Cada dia, quando você se descobre deficiente, é um aprendizado e uma superação. Aprendemos que o impossível nem sempre é tão impossível assim e que dá pra usar a mão esquerda pra milhares de coisas, mesmo sendo destra.
Se a gente sofre? Lógico. Mas a gente não sofre pra sempre. A gente só sofre até o dia em que a voz começa a gritar no nosso ouvido “larga a mão de ser mole e trate de dar um jeito de fazer isso! Se vira!”. E quando isso acontece, não há ser humano que nos faça desacreditar da nossa capacidade.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sobre BBB, Mulheres Ricas e o que eu tenho com isso

Tem se multiplicado em redes sociais as muitas críticas a programas de TV. Cito aqui o “BBB 12” e “Mulheres Ricas”, programas cuja finalidade social é sim altamente questionável, mas até aí, assiste quem quer. Dá Ibope quem quer. Liga pra colocar no paredão quem quer.

Aí surgem aquelas mensagens de que, a cada paredão, Globo arrecada sei lá quanto milhões de reais. Que com esse dinheiro, dava pra fazer sei lá quantas casas. Que dava pra pagar o tratamento de não sei quantos doentes. E por aí vai.

Ao lado da imagem das “Mulheres Ricas”, colocam um menino desnutrido e pedem incisivamente que tirem tal programa do ar. Como se né, tirar o programa do ar fosse resolver muita coisa na pobreza do Brasil. Mas enfim...

A questão é que o brasileiro não quer encarar o real problema. Vai lá, vota no Tiririca e depois vai pro Facebook criticar BBB. O cara não tira a bunda da cadeira pra ir ajudar alguma comunidade carente e fica lá colocando fotinho de criança desnutrida pra mobilizar sabe-se lá o quê.

Dinheiro? E aí, quem se mexe pra falar de corrupção, pra fazer alguma coisa, vamos pra rua, se junta pessoal, bora tirar essa gentinha que usa do nosso dinheiro pra viajar, pra andar de táxi, pra ter motorista e carrão, e você aí,  nesse ônibus lotado, que passa de 40 em 40 minutos? Alguém se mexe? Nem eu.

Brasileiro gosta é de novela. Adora uma fofoca e adora quem “causa”. Inclusive, adora fugir da realidade. BBB e Mulheres Ricas não passam disso: alienação. Com script (farsa) ou não, é isso e nada mais.

Há os que querem defender a causa e até escrevem artigo dizendo que BBB tem lá sua utilidade. Talvez pra tranquilizar a mente daqueles que precisam de um justo motivo pra gastar preciosas horas assistindo tamanha asneira.

Aos que criticam, menos. Menos drama, menos tentativa de se mostrar tão inteligentes por não se dignarem a assistir a “tamanha futilidade”, menos hipocrisia. Porque é muito fácil passar o tempo curtindo, compartilhando e comentando. Quero ver é quem vai lá e faz alguma coisa efetivamente.

Cada um se alimenta intelectualmente daquilo que quer. Viva o livre arbítrio! Agora você, que tanto critica essa baboseira toda, tem feito o que mesmo? Já doou alimentos essa semana? Já doou seu tempo a alguma entidade carente? Tá lendo qual livro mesmo?

Conhecimento sem ação não leva você e seu país a lugar nenhum. Saia da frente do computador e vá ser útil.


Obs.: Não, eu não assisto “BBB” nem “Mulheres Ricas”.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Carta ao meu marido

Chu, seu lindo!

Num dia 26 bastante distante aconteceu o primeiro beijo, seguido de muitos outros. Foram dias, meses e anos de beijos, abraços, conversas e construção de sonhos.
Há exatamente 1 mês, no dia 27, finalmente O beijo, aquele que mostrou a todos o que queremos: ficar juntos, pra sempre.
1 mês depois, tudo que eu disse nos meus votos continuam valendo. O amor continua sendo uma companhia e assim será, sempre.
Nosso dia foi mágico, especial, inesquecível. Tenho certeza de que faremos o mesmo por todos os dias da nossa vida.
Só o saber ter você ao meu lado todos os dias já os torna especiais. Só o fato de poder compartilhar com você mais risadas do que nunca, já os torna mágicos. Só a certeza de passar o resto da vida com o meu amor e melhor amigo, já faz com que meus dias sejam inesquecíveis.
Obrigada pela companhia neste 1º mês de casados. Obrigada por fazer da nossa casa uma lugar mais feliz. Obrigada por não deixar toalha molhada em cima da cama.

Te amo absurdamente!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

1 mês

Acordei às 5h24, 6 minutos antes do despertador tocar. Virei pro lado. O despertador tocou. Enrolei na cama mais 3 minutos. Levantei e fui pro banho. De repente: 27 de outubro! Falta um mês pro meu casamento! Sorri. Meu último dia 27 sem marido. Marido. Sorri de novo, quase uma risada. Ainda nem me acostumei com ter um noivo – aliás, nem consigo apresentá-lo com tal título! -, quando é que me acostumarei a ter um marido? E não, não é porque estou com medo, aflita ou qualquer coisa do tipo com o novo estado civil. Só estou achando tudo muito, MUITO estranho. Um estranho bom.

Estranheza por não ter os dois lados da cama só pra mim, por ter que mudar a maquiagem de banheiro (pra não correr o risco de precisar dela e o banheiro estar ocupado pelo intruso), por ter que passar calças e camisas sociais, por não conseguir preparar nenhuma comida com carne e ele não ser vegetariano, por ter Yakult na geladeira já que ele gosta, por ter que reduzir bolos de chocolate já que ele não gosta, por ter que manter guarda-roupas arrumados já que ele é organizado, porque seremos uma família e agora poderemos falar: olha, vocês podem passar o Natal lá em casa? Ou vocês preferem o Ano Novo?

Mas apesar de toda e qualquer estranheza, foi bom acordar 1 mês antes do casamento, no meu último dia 27 solteira e pensar que, daqui um mês, eu terei alguém que escolheu ficar comigo a vida inteira. E essa felicidade é indescritível!

Contagem regressiva...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Enxergando através dos olhos de Deus

O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração". 1 Samuel 16:7

Dia desses entrei no meio de uma conversa onde as pessoas falavam mal de outras pessoas, referindo-se a elas com frases do tipo "não são normais" ou "nenhum deles bate bem das ideias". Já sabendo quem eram estas pessoas, saí em defesa de uma delas com a qual convivi boa parte da minha adolescência. Sabendo dos sérios problemas pessoais e profissionais desta pessoa, fiz questão de lembrar àqueles que estavam na conversa o quanto esta pessoa era cristã, o quanto ela já havia colaborado na formação de outras pessoas e o quanto ela foi querida entre aqueles que foram seus alunos.
Depois disso, me retirei do local não querendo mais saber o que falavam dela. O que eu pensava havia sido dito e isso me bastava.
Saí de lá triste justamente por saber que, apesar do momento que esta pessoa vive, ela já trabalhou, ela já cantou, já fez bagunça. Ela já foi feliz! Mais triste fiquei por pensar que, provavelmente, ela nunca voltará a ser uma pessoa "normal" (de onde tiraram que existe uma pessoa normal hein?) e muitas pessoas não terão a oportunidade de conhecer a pessoa que eu conheci.
Comecei a pensar em mim, em quem eu sou aos olhos das outras pessoas. O que será que falam de mim? E se não falam, o que pensam? Inevitavelmente, pensei em como Deus me vê. Será que, quando Ele pensa em mim, Ele lembra do palavrão que disse anteontem ao bater a canela na mesa de centro? Será que lembra das muitas vezes que desobedeci aos meus pais, de quando não fui reverente na igreja, de quando colei na prova de Contabilidade?
Ele sabe tudo que já fiz de errado. TUDO! Mas Ele também conhece minhas qualidades, e mais: Ele sabe exatamente aquilo que eu posso me tornar! Ele acredita no meu potencial e na minha capacidade de fazer melhores escolhas. E a cada dia, Ele me dá oportunidades pra fazer isso.
Eu não sei o futuro daquela pessoa de quem falavam mal. Não sei se ela vai conseguir superar seus problemas. Mas eu ainda consigo ver a boa pessoa que ela já foi e tenho absoluta certeza de que Deus tem pra ela um futuro melhor do que eu possa imaginar.


"Senhor! Não consintas que eu me alimente dos defeitos ou insensatez de outras pessoas. Se eu não tiver algo de bom a dizer sobre um irmão, ajuda-me, Senhor, a guardar silêncio."

Robert H. Pierson

terça-feira, 27 de setembro de 2011

EU VOLTEI!

Mas não sei se pra ficar não, viu? Ando numa preguiça mental pra escrever qualquer coisa e, como o único assunto que ainda faz um pouco de sentido por aqui é CASAMENTO, aí é melhor eu me calar.
Mas então... sobre o que mesmo vamos falar?






Cri cri... cri cri...




Gente, desculpa aí mas faltam apenas 2 meses, tô na correria, trabalhando demais da conta, não faço mais as unhas (o que pode ser um dos sinais do fim do mundo já que ONDE JÁ SE VIU KELLEN SEM ESMALTE?), e não faço por falta de arranjar um tempinho, mas fico lá pensando no tanto de recorta, dobra (com a unha!), cola, que aí desanima já que o esmalte não sobrevive em condições tão insalubres né!?! Mas até aí as unhas do pé também estão abandonadas e não, eu não aprendi ainda a usar o pé pra fazer os recorta e cola. Então sexta-feira será um ótimo dia pra dar um trato na pessoa, hidratar o ninho de mafagafos, dar um jeito na sobrancelha, senão é possível que o noivo desista da causa e aí ferrou tudo!
E pra piorar a vida, um ser humano vai se apossar da minha casa semana que vem pra dar um jeito na parte elétrica porque a coisa tá bagunçada! Se eu estou lá tomando banho e Will resolve tomar banho também (cada um no seu banheiro, lóóóóóóóógico), caem sei lá quantas fases da energia e ficamos lá nos comunicando pela parede com muitos gritos pra descobrir quem é que vai descer pra religar o disjuntor. O bom é que eu sou mulher e quase sempre sobra pra ele o serviço!
Então... o cara vai ficar uma semana na minha casa, sei lá se terei luz, se terei que me mudar provisoriamente pra casa da Josi - eu e minhas tralhas né! - e aí tenho que lavar roupas até lá, passá-las e é isso. Só espero que, caso eu tenha que ir pra casa da Josi, ela me receba feliz e contente com a melhor Nega Maluca do Universo!
Só mais uma constatação: Vou casa bem no meio do meu inferno astral e isso não é nada "auspicioso". Acho essa última palavra RETARDADA porque, na época da sei lá qual novela, TODOS FALAVA essa porcaria.
Então gente, é isso. Até daqui uns 5 meses, na melhor das hipóteses!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ô promessa desgraçada, ô promessa sem jeito!

Não sou dessas pessoas adeptas a fazer promessas - e sobe escada de joelhos, de costas, plantando bananeira - porque acho algo bem católico, coisa que não sou né.
Mas eis que semana retrasada, mais precisamente na quinta-feira 14/07, a cachorra de estimação (coloquei esse "de estimação" pra não ficar "a cachorra da minha mãe") da minha mãe desapareceu! Aí fiquei lá triste pensando na tristeza da minha mãe, uma vez que a cachorra é tão da família que, embora o nome dela seja Popi, ela atende por Kellen, Nayane, Luana as quais, até a chegada da Popi, eram as únicas filhas de dona Édina.
(Vou chamar a Popi de Bob porque é assim que eu a chamo, pois acho mais legal.)
No meio de minha tristeza resolvi combinar uma coisa com Deus: "Senhor, minha mãe tá muito triste sem a Bob então, se ela aparecer, eu fico 1 ANO SEM COMER CHOCOLATE! Mas como o Senhor sabe que eu tenho fé que isso vai acontecer e que ficar sem comer chocolate é muito difícil pra mim, vamos combinar que estão liberados os derivados de chocolate tipo brigadeiro, bolo, porque o Senhor sabe que, sem chocolate, é bem provável que eu mate alguém e o Senhor não quer que eu faça isso né?"
Feito o trato, comecei a pensar se a Bob apareceria. Porque né, se ela não aparece aí eu saberia que Deus não me levou muito a sério nessa coisa de não comer chocolate e isso seria bem triste. mas se ela aparecesse, aí seu saberia que Deus me leva MUITO a sério e aí teria que fazer o trato valer.
E os dias começaram a passar. Cartazes com foto de Bob foram espalhados por Pasto Largo afora e nem sinal da Bob. Mas como eu tenho fé, me enfiei no chocolate DICUMFORÇA pra que, quando finalmente se desse a notícia do retorno de Bob, eu já tivesse comido chocolate suficiente pra não mais querer pelos próximos 365 dias.
1 semana e 2 dias e nada de Bob!
Estava eu ontem vendo TV no início da noite quando de repente o Chu, que jogava com Will e se falavam pelo Skype, anuncia: acharam a Bob! Tem certeza Chu? (FICAR FELIZ OU NÃO, EIS A QUESTÃO.) Vou lá ver essa história com Will.
Levanto (NÃO TEM NENHUM CHOCOLATE NESSA CASA PRA EU COMER ANTES DE RECEBER A NOTÍCIA OFICIALMENTE, QUE DROGA!) e, com passos pesados, me dirijo ao quarto do Will e lá está ele conversando pelo celular com minha mãe, que confirma: A BOB FOI ENCONTRADA!
Meu mundo caiu... E agora, o que vou fazer sem chocolate? Como asssim essa Bob me resolve aparecer 1 semana e 3 dias depois? Por que, POR QUEEEEEEE MÃE VC FOI PERGUNTAR PRO MENININHO SE ELE TINHA VISTO UMA CACHORRA PERDIDA QUE ATENDE PELO NOME DE POPI, BOB, KELLEN, LUANA E NAYANE? E por que essa cachorrinha tinha que ser logo a Bob? Não tem mais cachorro perdido nesse mundo não?
Fiquei lá feliz pela minha mãe e triste por mim né, e nem contei nada do meu trato com Deus senão ia começar a zoeira com minha pessoa.
Voltei pra TV, dormi pra esquecer do meu trágico destino e hoje acordei pensando nisso, claro. Me diz, por que eu não combinei com Deus de ficar 1 ano sem comer, sei lá, alface?
Enfim... essa será minha vida por 365 LONGOS dias e nem posso reclamar, afinal, eu que estabeleci a regra né?
Sofro.

by TemplatesForYou-TFY
SoSuechtig, Burajiru
Distributed by Free Blogger Templates