quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Propaganda enganosa: Musli de chocolate Carrefour!

E-mail enviado ao SAC do Carrefour:

"Há uns 3 anos passei a comprar o Musli Carrefour, principalmente o de chocolate. Deixei de comprá-lo há um bom tempo e ontem, passando por uma das lojas, decidi comprar 2 caixinhas. Fiquei extremamente decepcionada quando fui comer pois, diferente da foto, existem pouquíssimos e minúsculos pedacinhos de chocolate, diferente do Musli que comprava há anos atrás. Hoje pela manhã, ainda inconformada, tive o trabalho de contar quantos microchocolates existiam em 3/4 de xícara. Encontrei apenas 8 micropartículas sendo que, na foto da embalagem, 8 é a quantidade que existe só na colher! E no pote da foto, só na parte de cima, existem quase 20 pedaços de chocolate. Só pra constar, não existe nenhum texto "foto meramente ilustrativa" que acompanha possíveis propagandas enganosas. Quero muito meu dinheiro de volta porque, com mais R$2,50 eu compro o Musli da Kellness que é infinitamente melhor do que o do Carrefour. Aguardo contato."


Para os desavisados, eu sou SIM uma consumidora muito exigente (tem gente que diria chata). Fico maluca com mau atendimento e produto ruim.
Dia desses eu ia comprar um conjunto de lençóis e duas toalhas na Cid Enxovais do Shopping SP Market. A vendedora me falou que daria pra fazer em duas vezes no cartão. Tudo sairia por cerca de R$ 80. Quando fui pagar, não queriam parcelar visto que a loja estava com os produtos em liquidação. E o que que eu tenho com isso que a vendedora desavisada me passou ouuuutra informação? Chama a gerente idiota com cara de fezes que ficou fazendo 1582 perguntas bestas do tipo "quanto é essa toalha? quanto é isso?" e, meia hora depois perguntando, ela decide parcelar. Neste exato momento virei e falei que não queria mais. A gerente mudou de cara de fezes pra cara de ponto de interrogação. Eu peguei meu cartãozinho e me mandei. Tem gente que, definitivamente, não merece o emprego que tem.
Outra vez... (senta que lá vem a história)
Will e eu fomos buscar Nay na rodovíária e na volta paramos no McDonald´s que fica em frente ao Extra de alguma das marginais de SP que desconheço, próximo à Ponte João Dias. Pedimos os lanches e Nane e eu pedimos também Top Sundae de chocolate.
Quando pegamos os Tops Sundaes, ambos estavam só até metade do copo com sorvete, sendo que as fotos de dentro da loja sempre mostram um produto mais caprichado. Contra a vontade da Nay, lá fui eu reclamar e exigir um Top Sundae que valesse a módica quantia de R$4,95. Porque fala sério: R$ 4,95 é metade do valor do pote de sorvete de 2 litros da Nestlé no mercadinho perto de casa! O atendente retardado se irritou e resolveu caprichar de verdade. Encheu tanto os dois copos e colocou tanta farofa que, ao enfiar a colher no sorvete, ia farofa pra todo lado! Se ele pensou que me irritaria assim, que pena.
O que te irrita?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Medo medinho!

Não sou uma pessoa medrosa. Só fiquei um pouco paranóica depois de um acidente de carro e um assalto. Depois disso, qualquer freiadinha me acelera o coração e fico esperta com as pessoas ao meu redor. Todos são suspeitos!
Mas como toda pessoa normal (eu???) tenho alguns medos anormais. Ei-los:


  1. Guarda-roupa aberto: Até pouco tempo atrás não conseguia dormir se o guarda-roupa estivessse com uma única porta aberta. Deve ser algum trauma de infância que suponho ter sido causado por uma alucinação. Acordei no meio da noite e, olhando para o guarda-roupa aberto, tinha certeza de que ali estava um leão. No outro dia descobri que o leão era um vestido. Não fiz terapia, mas só fui superar o medo depois que algumas portas do meu guarda-roupa caíram e aí não tinha jeito mesmo.


  2. Unhas decoradas e esmaltes estranhos: Quer coisa mais feia do que unhas decoradas? Só as unhas do Zé do caixão decoradas. Aí sim seria o retrato do inferno! Mas nem precisa ser assim tão brega pra eu odiar: esmaltes cintilantes, perolados, florzinhas, estrelinhas e coraçõezinhos também entram pra lista de coisas que não devem estar nas unhas jamais. Eu sei que nem todos os meus esmaltes agradam a população (manhê), mas fazer as unhas de tela de pintura é muito pro meu coração. Ok. Confesso que já tive meus momentos strass na unha (que dura duas horas, no máximo) e às vezes me rendo à francesinha. Foi mal!


  3. Sabores estranhos (malignos): Me poupem! Não consigo nem experimentar essas coisas estranhas que, mais comumente do que eu gostaria, aparecem nas prateleiras dos supermercados. Não é por acaso que vira e mexe aparecem promoções imperdíveis de alimentos intragáveis. Me lembro bem de uma vez que meu pai - adora um supermercado e promoção é seu negócio. Compra até o que não precisa, só pra aproveitar! - apareceu em casa com sorvete de panetone da promoção. Embora fosse de uma marca considerada boa (lóóógico que não era um Häagen Dasz que, se fizesse sorvete de papel alumínio, venderia), o sabor era inexplicavelmente horrível! O dinheiro gasto não deve ter valido as latinhas na qual ele vinha. E também tenho medo de comida feia.


  4. Ponte: Noooosssssaaaa! Sinto frio na barriga ao passar por cima de pontes. E passar de ônibus então, que não dá nem pra ver o meio-fio? A imaginação vai longe e eu já começo a procurar aquela janelinha com uma alavanca, por onde pretendo passar caso o ônibus caia no rio. E pra piorar, nada como passar por uma ponte sobre o Rio Tietê/Pinheiros (alguém pode por favor me explicar onde começa um e termina o outro? Nunca sei onde é Marginal Tietê ou Pinheiros...) e se imaginar lá dentro, algo como cair num vaso sanitário público gigante. Imaginou?



  5. Rua escura: Do início da rua onde moro até minha casa deve ter quase 200 metros. Teve uma época em que a Eletropaulo "economizava" luz não acendendo os postes da primeira metade de rua. Chegar à noite em casa era um terror! Muitas reclamações minhas e do resto da rua depois, eis que a Eletropaulo atende nosso pedido: acende os postes da primeira metade, mas continua economizando apagando os da segunda metade. Vale lembrar que a porcaria da iluminação pública é muito bem lembrada na conta. Vale lembrar (2) que a rua onde moro é (quase) sem saída, super "bem" frequentada por ladrõezinhos iniciantes que estão em fase de treinamento e precisam de vítimas fáceis. Sorte da Eletropaulo eu não ter sofrido nenhum assalto nessa época.



  6. Gente correndo atrás de mim: Namorado adora fazer isso pra me apavorar e me ver sair correndo. Se falar "vou te pegar" e fizer uma cara do mal então... aí me dá a louca e saio correndo! Eu sei que parece ridículo, mas eu tenho medo disso. Desconheço a razão desse medo idiota, mas sei que ele existe e o Chu também sabe, o que é péssimo pra mim. Talvez algum dia eu faça terapia, supere meus medos e eu apareça aqui contando algum episódio do dia que alguém correu atrás de mim sobre uma ponte escura (e eu estava tomando Toddynho sabor Napolitano e comendo pão com margarina sabor chocolate) pra ir a uma manicure decorar minhas unhas, depois voltar pra casa, abrir o guarda-roupa e dormir, tomando cuidado pra não estragar as linnnndas unhas!





Você pensa que acabou?



Gente... tenho pavor de balão! Festa de criança pra mim é um pesadelo! Tenho vontade de matar todas aquelas crianças retardadas que muito se alegram estourando balões como se fosse a coisa mais legal do mundo.
Crianças, os balões são vingativos! Não se esqueçam do caso do padre voador!


E você, tem medo de que?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Animais: Cuidado!

Carnaval em casa realmente é uma oportunidade para inventar o que fazer. Eu podia estar sambando, rebolando até o chão, mas não.
Meu irmão, o ser humano da foto ao lado, também tá sem o que fazer. Ele até foi trabalhar hoje de manhã, mas a tarde ociosa cria oportunidades pra que ele encontre coisas diferente pra fazer.
Acabo de fazer a unha (passei o Záz da Impala, um lilás fofo), ligo o computador e Will me chama, dando risada. Ele foi comer o que sobrou das pizzas de ontem (marguerita, caipira e brasileira) e teve uma idéia: o que acontece se eu passar frango no nariz do Vaquinho? Wolv morde nariz do Vaquinho!!!
Animado com a nova descoberta, faz o mesmo na Kiki, e só dá gatinho atacando a pobrezinha.
Nem consigo dar bronca pois a cena canibalesca (???) é hilária.
Mas não é de hoje que Will tem essas idéias maldosas com animais.
Quando criança, ele se divertia muito levando um cachorro pra dentro do galinheiro do meu vô onde ele "fazia uma reunião". Ahan. A reunião era ver o galo e as galinhas desesperados com o cachorro tentando pegá-los.
Ainda na casa do meu vô, ele também era professor de natação para cachorros. Levava seu aluno (vítima) até o açude e o arremessava lá no meio.
Quando bem pequeno, Will acreditava que alguns cachorros podiam muito bem ser cavalos. Com uma faca amarrada à cintura, ele montava o "Alazão" e ia desbravar terras desconhecidas. Vale ressaltar que o tal Alazão, cachorro da família da Mari quando moraram num sítio em Santa Catarina, era um vira-lata de patas curtas e parrudinho. Muito engraçado!
Não podemos esquecer de hitórias felinas.
Tivemos um gato que passou pela máquina de lavar vááárias vezes pra ser centrifugado. Era outra situação na qual eu ficava morrendo de dó do bichano, mas era tão engraçado ver o gato tonto e desorientado que eu só conseguia dar risada.
Fica o aviso aos animais: se algum dia Will se aproximar como quem quer fazer amizade, não acredite nisso!
Alguém tem mais alguma história pra contar?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Um que parte, outro que chega

O QUE CHEGA


É sempre assim: nós nunca escolhemos nossos animais de estimação. Eles é que nos escolhem. Com exceção da Mel - a labrador que bem poderia ser o Marley(vi o filme e quase morri de tanto chorar!) - todos os nossos animais de estimação foram e são retirados das ruas e levados para uma vida melhor, com direito a comida, água limpa, carinho, colo e um sofá pra dormir e "fazer patinha".
Na sexta-feira retrasada (06/02), chegando em casa por volta de 12h40, no meio da rua me aguardava um gatinho, molhado de água suja e andando sem rumo. Xinguei até a 5ª geração do ser desalmado que o abandonou na rua e, sem pensar duas vezes, peguei o bichinho e lá fomos nós para casa. Tive que segurá-lo com uma mão só, agarrando todas as suas patinhas pra não correr o risco de ser arranhada quando Mel viesse averiguar a novidade, com a outra mão abrir e fechar o portão e ainda tentar não encostar o fedidinho na minha roupa. Ainda bem que Ogro, pra variar, tinha pulado o muro e estava dando umas voltas, senão tudo isso seria ainda mais difícil.
Entramos em casa e os demais gatos - 7, só pra relembrar - se aproximaram e não gostaram do que viram. Todos passaram a fazer aquele "sssshhhhhhhh" de gato bravo e a dar tapinhas no novo morador da casa.
Apresentei a ele os potes de água. Bebeu de todos e com uma sede que não acabava mais. Parecia que ele estava com medo da água acabar, então tinha que beber tudo de uma vez. Depois da água, enchi os potinhos de ração, mas ele não entendeu pra que aquilo servia. Quebrei um pedacinho de ração e coloquei em sua boca. Nesse momento ele desistiu de beber toda a água do mundo e atacou o potinho de ração.
Ele se ajeitou pra fazer xixi num cantinho qualquer. Na maior velocidade, agarrei o bichano e lhe apresentei a caixa de areia. Em casa, é assim que funciona. Só a Kiki que não pode ver a porta do meu banheiro aberta e já acha que chuveiro é lugar de fazer xixi y otras cositas mas. Não entendo isso!
Barriga cheia, nenhum amigo por perto e sua salvadora tendo que limpar a casa, se ajeitou num cantinho da área de trás e dormiu. O único que se aproximou dele, inclusive dormiram juntos, foi o César. Esse gato sim é do bem
Com a presença do novo morador, Kiki se tornou agressiva inclusive com seus filhotes. Nenhum podia se aproximar que ela distribuía patadas pra todos os lados. Tentei explicar pra ela que aquele seria seu filho adotivo e que ela, assim como ele, também tinha sido encontrada na rua. O que ela tava pensando hein? Veio da rua também...
Wolverine - como foi nomeado por Chu visto sua aparência de leãozinho com tigrinho, patinhas peludas só faltando unhas de titânio - não consegui se enturmar por muito tempo e parecia que a rua era sua melhor opção. Por que? Logo mais você saberá...


O QUE PARTE

Nay chega em casa e anuncia: Uma amiga da Andressa talvez venha aqui pra escolher um gatinho.
Alívio e tristeza. Muito gato num lugar só. Muito amor e carinho por esses bichinhos. E se levarem o César, o mais fofo de todos?
Final de tarde chega Andressa e a tal amiga. Apaixonada por gatos, nos conta que um dos seus gatos tinha morrido no dia anterior. Seu outro gato precisava de um amiguinho e nossa casa estava cheia de possíveis amiguinhos. Logo de cara ela se apaixona por César. Não tem como não se apaixonar por ele!
E ele foi o escolhido.
Só fiquei feliz porque tenho certeza de que ele será muito amado, bem tratado e poderá dormir no sofá.
Sua nova mãe já falou pra Nay que, caso se mude pra uma casa maior e ainda estivermos com o Vaquinho, ela o quer também. Tomara que consiga a casa. Pelo menos assim, dois dos cinco irmãozinhos não será separados.


ENQUANTO ISSO...

Alguns dias e muita patadas depois de sua chegada, Wolv já é parte da família. Kiki já o aceitou como filho e se conscientizou de que precisa fazer sua parte para que outros animaizinhos tenham a mesma sorte que ela teve. Imclusive, Wolv mama em Kiki que, mesmo com filhotes de 3 meses, insiste em permitir que eles mamem.
Wolv já tem direito de dormir junto com os outros gatos e de brincar de pega-pega com eles. Só não tem direito de dormir no sofá ou permanecer por muito tempo na sala ou quarto por causa de uma diarréia persistente.Eele ainda não entendeu que não pode mamar já que, aparentemente, é isso que está causando o problema.
Logo que chegou, se alimentando só de ração, isso não acontecia.

Enfim...

Gato vai, gato vem e nós continuamos aqui.
Neste momento, Kiki e Vaquinho dormem no sofá. Jubileu dorme na tába de passar e Wolv dorme onde mais gosta: o roteador da internet! Ele também gosta de dormir atrás da secadora de roupas quando está em funcionamento. Tudo por um lugar quentinho! Shitara, que anda tão chata que o nome já tá indo pra Chatara, brinca com o zíper da bolsa da Nay e Sujinha encontrou um cantinho pra dormir também. Só o Chico que deve estar na gandaia.
Saudades do César.

Shitara, Corpo de Vaquinho com cabeça de Jubileu, Wolv e Sujinha.

Cada um no seu quadrado: Vaquinho, Jubee, Shitara e Sujinha.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

Geralmente vou andando pro trabalho. 15 minutos de caminhada não mata ninguém. E gosto de caminhar, já que é um dos momentos em que consigo organizar pensamentos (o outro momento é o banho).
Tenho feito esse trajeto ouvindo a Jovem Pan, que até as 9h (se não me engano) passa a programação da Jovem Pan AM.
Por diversas vezes tive a alegria de ouvir o texto abaixo na voz de um jornalista que desconheço o nome (ou não lembro...).


"O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos...
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida á extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição.
São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar. "

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Próxima leitura

Meu Chu, amado idolatrado salve salve, é um ser quase que totalmente desprovido da capacidade de comprar presentes sem ajuda. E digo quase porque, toda vez que ele o fez sem minha ajuda, ele acertou muito. Mas acho que ele se deu conta de que fazer isso custa muito caro (quando ele me dá presente que não escolho é sempre algo que quero e que é caro, tipo minha HP-12C, minha máquina digital pifada que está de férias em Campo Grande em busca da cura), e depois de muitos anos juntinhos, ele inventou essa desculpa esfarrapada porque ele sabe que eu não vou falar pra ele me dar uma TV de LCD 42". (Brincadeirinha Chu...).
Então... fato é que até dia desses eu não havia escolhido meu presente de aniversário nem de Natal, mas só porque eu não sabia o que queria. O Chu ficava me importunando pra sairmos pra comprar os presentes, mas eu não conseguia pensar em nada além da TV de LCD 42".
Domigo retrasado estávamos na casa dele olhando algumas coisas na internet e me lembrei desse livro aí do lado, "O Escafandro e a Borboleta". Já fazia alguns meses que ensaiava comprá-lo, cheguei a procurar numa livraria, mas não tinha.
Como nós adoramos comprar pela internet (prático, mais barato, etc, etc), procuramos no BuscaPé pelo melhor preço e, como quase sempre, fomos parar na Cia dos Livros. Já comprei váááááários livros lá a preços ótimos, e a entrega sempre é feita no prazo certo.
Livro encontrado, pedi de presente pro Chu. Pedimos que a entrega fosse feita aqui no meu trabalho já que em casa só tem a Mel pra receber e mastigar encomendas.
Hoje, chegando ao trabalho, liguei pro departamento das correspondências e TCHANAN! Meu livro chegou! Saí correndo pra buscá-lo e já até li o prólogo. E a vontade de arranjar um atestado médico só pra poder fugir pra casa e ler o resto é grande, masssssss... vou aguentar até o final do dia, já que hoje o almoço será grupal, lá em casa e provavelmente não terei tempo pra ler.
Altas expectativas quanto ao livro, pretendo ver o filme e, assim que tudo isso acontecer, conto pra vocês.
Tô feliz!
A quem interessar possa: acabei de cotar o livro novamente no Buscapé e ele está mais barato na loja virtual da Fnac, com frete grátis pra todo o Brasil. Agora quero um atestado pra eu poder me mandar pra Fnac da Paulista e passar o resto do dia lá. Ai ai ai...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Caminho das Índias

Já faz muito tempo que não acompanho novela porque não tenho a menor paciência pra isso. Muitas histórias idiotas reunidas, muitos personagens que, na vida real, provavelmente não passariam de amigos imaginários já que é impossível existir uma só pessoa daquele jeito, uma troca de casais infinita onde vira e mexe um mesmo personagem pega a mãe, a filha, se a vó desse mole pegava também e ainda se esfrega na empregada, muitos diálogos totalmente non sense, e o telespectador lá, torcendo pro jornal acabar logo pra ver esse tipo de coisa. Me poupe né?
Mas propagandas, passadinhas pelo canal na hora da novela e comentários de outrem já fazem com que eu me sinta fiel telespectadora da novela clone de O Clone. Mesmos cenários, casais que não podem ficar juntos (mas vão ficar. Desculpe estragar o fim da novela!), gente dançando a Dança do Ventre, "baba" pra cá, "baba" isso, "mas baba, eu o amo", e por aí vai.
Mas o que eu mais acho ridículo é que tem um monte de indianos, alguns que nunca sequer pisaram no Brasil, mas que falam um português digno da Reforma Ortográfica! Pior: o "intocável" da trama é indiano, morou trocentos anos nos Estados Unidos e fala um português de sotaque carioca inexplicável! Não lhe parece muito óbvio alguém ir pros EUA estudar português do Rio de Janeiro? Pois pra mim é.
Outra coisa irritante e que vi hoje na novela, enquanto testava qual esmalte usarei amanhã, foi dona Juju que, no meio de muitas palavras em português, me solta uma frase muito bem decorada em língua estranha (não dá pra identificar do que se trata já que por lá se falam trocentas línguas e dialetos). Quer coisa mais retardada do que essa? Não né.
Tá. Ninguém ia querer assistir uma novela legendada também né. Mas soa tão falso - o que na verdade é falso - que dá até vontade de dar um soco no Márcio Garcia!
Desculpa aí gente. Isso foi apenas o desabafo de alguém que, quando vê esse tipo de coisa pensa: a Globo acha que eu sou idiota mesmo!
Glória Perez, me poupe!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Boas notícias!

Obrigada a todos que oraram. Os exames da minha amiga saíram e ela não tem nada!
Não, ela não está louca. Realmente existe um caroço, mas provavelmente seja fibrose (tecido cicatricial) formado em decorrência da quimioterapia.
Deus é muito bom mesmo!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Dias difíceis

Alguns dias simplesmente não deveriam existir em nossas vidas. Ontem foi um deles.
Uma grande amiga, que há alguns meses terminou um tratamento contra o câncer, detectou um novo nódulo. Da primeira vez, trancou a faculdade aqui em Sampa, voltou para sua casa no Rio de Janeiro, se tratou e, aparentemente, estava tudo resolvido. Voltou pra cá no início deste ano, animada e feliz por poder continuar seus estudos.
Há alguns dias ela detectou este nódulo e, a princípio, passaria por consulta aqui. Porém, depois de conversar com seus pais, decidiu retornar ao Rio para ser consultada por seu médico. Saiu daqui ontem e hoje já fez os exames. Resultados, só no fim da tarde de quarta.
Desde ontem que não sei nem o que pensar. Não é nada fácil ver alguém que amamos sofrer, ainda mais quando essa pessoa parece ser tão forte (e é!), mas que se encontra vulnerável, desanimada e sem esperanças. E não deve ser nada fácil pensar que seus sonhos podem mais uma vez ser adiados.
Mas é nesses momentos que Deus mostra que não nos abandonou e, de alguma forma, Ele nos diz isso.
Pela manhã, num momento em que eu (e muitas outras pessoas também) estava(m) muito triste por causa disso, saí de uma reunião, sentei em frente ao computador e fui ler as Meditações Diárias. E na meditação de hoje, nas palavras que seguem, senti que Deus falava a mim: "O cristão cujo coração é assim firmado em Deus, não pode ser vencido. Nenhuma arte maligna pode lhe tirar a paz. Todas as promessas da Palavra de Deus, todo o poder da graça divina, todos os recursos de Jeová, estão empenhados em lhe garantir livramento. Foi assim que Enoque andou com Deus. E Deus era com ele, um socorro presente em todas as ocasiões de necessidade.". Não importa o que aconteça: eu preciso confiar em Deus. Porque Ele não permite um fardo maior do que possamos suportar.
E enquanto os resultados dos exames não saem, por favor orem. Neste momento, é só o que podemos fazer.
Confiando em Deus, entregando tudo aos Seus cuidados, podemos descansar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Só existe uma explicação:

eu era muito feia! Só pode!
Não que agora eu seja uma mulher linda, maravilhosa, mas num passado distante eu devia ser muito feia mesmo, já que lembranças recentes só me fazem acreditar nisso.
Anteontem recebi uma ligação de DDD 19 e fiquei lá imaginando quem poderia ser. Atendo o telefone, ouço aquela voz que começa a tirar sarro de mim e me lembro que um amigo de família, dos tempos em que eu ainda era criança, havia se mudado com sua família pra uma cidade do interior cujo DDD é 19. Pois era o dito cujo, me perguntando com quem eu ia almoçar. Entrei na brincadeira e já fui falando "Com você fulano. Você vai pagar meu almoço.". Conversamos por um tempo, ai que saudade de todo mundo, como vai a família, venham passar um fim de semana com a gente, blá blá blá whiskas sachê.
No fim da tarde me encontrei com o Chu e, na casa dele, comentei sobre a ligação. Falei que são pessoas muito legais, contei que uma vez fomos passar uns dias na praia e a filha dele só não se afogou porque meu irmão a agarrou pelos cabelos quando estava sendo levada pelo mar. Comentei com a Mari que ele adorava a Nay (na época ele não tinha filhos) e que, quando ela deu os primeiros passos e ele viu, ficou tão feliz que gritou, traumatizou a menina (e ela nunca mais tomou sorvete?) e ela demorou pra tentar andar novamente e também lembrei de algo triste sobre mim: eu era muito feia!
E como é que eu cheguei a essa inteligente conclusão?
EU SÓ FUI DAMINHA NO CASAMENTO DELE E ( acho que) AOS 8 ANOS DE IDADE!!!
Raciocina comigo: meu irmão foi pajem em váááários casamentos. Minha irmã, daminha em outros váááááários casamentos. Se eu só tenho a lembrança e a certeza de ter sido daminha somente nesse casamento, a única explicação viável pra isso é minha (antiga e inegável) feiura!
E pra confirmar minha constatação, me lembrei de mais uma coisa.
Quando nos mudamos pra Sampa, passamos a ir várias vezes pra Hortolândia, onde minha amada idolatrada salve salve prima Mari morava então. Nessas visitas conhecíamos outras pessoas, óbvio!
Depois de grandinha, minha tia me contou que lá tinha uma mulher que me achava linda porque eu tinha uma "beleza exótica". E o que vem a ser uma beleza exótica? Seria uma conjunto de coisas esquisitas que deram um resultado bom? Junta um nariz de flecha (Mari que diz isso), com um cabelo bom(bril) - não, não é tão assim, mas é cacheado e isso nunca foi o padrão de beleza - , olhos castanho-esverdeados que realmente dão um tchan, um rosto quadrado (agora quase redondo por causa dos quilos a mais), uns dentes grandes (que não são de Mônica tá!?!) e tá pronta a beleza exótica?
Então... isso só me faz chegar à triste conclusão de que eu era uma criança feia pra caramba!
Mas sem qualquer ressentimento, mesmo porque ninguém tem culpa disso além da minha mãe e meu pai, isso está superado. E sem terapia! Basta só ter pedreiro na rua pra ficar olhando você passar, motorista de caminhão que buzina mesmo e homem insano que te vê no domingo pela manhã, quando você saiu de casa com o cabelo ninho de mafagafos preso pra não deixar nenhum mafagafo fugir, vira e fala aquele "gostosa" que você pensa: Bebeu! Só pode! Ou essa minha beleza exótica tá dando resultado!
A Nay providenciará fotos antigas muito em breve pra que eu possa ilustrar essa minha teoria.
Agora vou ali chorar um pouco por ter sido uma criança feia.

PS.: Olha só o que eu achei sobre Beleza Exótica. Essa sabe do que eu estou falando!

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