domingo, 24 de agosto de 2008

A canjica

Nunca fui cozinheira daquelas que abrem a geladeira e o armário e já conseguem visualizar uma super refeição. Não. Comigo é tudo planejado, compro as coisas já pensando no que vou fazer e não consigo ser a criatividade na cozinha.
Só comecei a cozinhar de verdade depois que mamis e papis nos abandonaram há 6 anos e alguns meses. Até então, tínhamos a Cecis, que cozinha horrores e matava nossa fome durante a semana, e tinha minha mãe, a quem eu só auxiliava nos fins de semana. Sendo assim, não fui obrigada a me virar sozinha antes dos meus 21 anos.
Mas depois que a família se mandou, tive que adquirir conhecimentos culinários. Sempre que pensava em fazer algo novo, lá ia eu fazer um 21 (isso não é uma propaganda, ok?) pra perguntar pra minha mãe como é que fazia aquilo mesmo.
Vale lembrar que não cozinho absolutamente nada que contenha carne, frango, peixe, ou qualquer ser que um dia foi vivo. Além do fato de eu não consumir essas coisas, só consigo cozinhar experimentando o que faço. Então não adianta pedir, implorar, que não dá.
A última que inventei de fazer foi canjica. Encasquetei com a tal da canjica e já fazia umas 2 semanas que eu queria cozinhá-la. Mas é claro que eu não sabia como né.
Numa conversinha pelo MSN com mamis, perguntei. "Cozinha na panela de pressão". Por quanto tempo? "Tem que abrir a panela e morder uma canjica pra ver se tá boa". Risos. Então tá né. "Depois você coloca leite, leite condensado, açúcar, côco ralado ou em flocos e deixe engrossar".
Na sexta-feira à tarde, sem nada pra fazer (a Cecis tinha vindo em casa na quinta e limpou tudo), resolvi me arriscar com a canjica. Enquanto eu procurava um novo template (pros leigos, uma nova cara) pro blog, deixei a canjica lá cozinhando e abria a panela de pressão de 10 em 10 minutos pra ver se já estava boa. E o medo de ficar muito mole, muito dura... Depois de realizar esse ritual umas 4 vezes, achei que estava no ponto. Aí eu não sabia se tinha que jogar a água fora ou não, então liguei pra minha mãe. Ela não estava. Decidi deixar a água. Põe leite, leite condensado, açúcar, côco e cozinha, cozinha, cozinha. Quando achei que estava numca consistência boa (leia-se cremosa), desliguei o fogo e coloquei 1 garrafinha de leite de côco.
A prova de que a canjica ficou boa é que, no sábado de manhã, Chu, Will, Enzo e eu detonamos quase todo o pote dela.
E como Chu e Will ficaram pedindo canjica o dia todo, ontem à noite fiz o resto do pacote. Ficou melhor ainda porque fiz com côco em flocos.
Dá licença que vou lá comer.

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