Já que a viagem no "Trem da Morte" foi mais emocionante na volta, deixarei o relato disso pro final. Sei que estou demorando muito pra postar tudo, mas é que tenho uma preguiçaaaa...
Gente, a chegada a santa Cruz de La Sierra de trem é simplesmente medonha. Já vou até colocar uma fotinho pra ilustrar isso.

Essa foto ainda tá até bonitinha, mas foram bem uns 10 minutos passando por casas feias, gente feia , (super normal por lá), esgoto a céu aberto... Bateu uma vontade de voltar correndo, mas não havia nada que pudéssemos fazer. O jeito era encarar aquilo e tentar ser feliz.
Para nossa alegria, o resto da cidade até que não é tão feia assim. Penso que essa é uma estratégia pra deixar os gringos felizes. Se chegássemos e a vista fosse linda e maravilhosa, nossa expectativa quanto ao resto da cidade seria muito alta. Fazendo o contrário, os gringos acabam se sentindo bem com qualquer coisa melhor que aquilo. E funcionou com a gente viu...
Baixamos em Santa Cruz numa quarta-feira nublada e quente, 23 de julho, por volta das 10 da madrugada. A estação bimodal (rodoviária e ferroviária) é uma bagunça só, mas com muita calma localizamos os táxis. Precisávamos ir até o Jodanga Hostel, um albergue muito legal onde, felizmente, tinha a opção de quarto só pra 3 pessoas com banheiro privativo. Té parece que eu ia dividir quarto e banheiro com seres desconhecidos! Não messsssmooo!
O mais legal de tudo é que táxi por lá é super baratinho. Por apenas B$10 (dez bolivianos), o que equivale a R$2,50, podíamos ir pra qualquer lugar. Tudo bem que os táxis não são limpos, confortáveis, etc, etc, etc, mas pra quem anda de ônibus a R$2,30, andar de táxi a R$2,50 é um luxo só.
Chegamos ao hotel, cada um tomou seu banho, arrumamos nossas tralhas e lá fomos nós procurar comida e reconhecer a área. Eu também fui com a missão de encontrar uma feira no tal do Bairro Lindo - que de lindo não tem nada - lá deveria encontrar a única barraca que vende casacos de couro por uma bagatela, e comprar um casaco de couro pra minha mãe.
Depois de nos depararmos com milhares de restaurantezinhos que só vendiam quitutes recheados com pollo (frangoooo), encontramos um Mc Donald´s cover (chamava Luisinho. Hahahaha) e lá fomos nós. Pedi minha hamburguesa (hambúrguer) sem hambúrguer, só com salada e queijo, comemos até bem (não era aquelas coisas, mas como a fome que estávamos, deu pro gasto), e por 3 lanches com batata frita e uma coca-cola de 1 litro pagamos cerca de B$40, ou seja R$10. Comida pra 3 pessoas por R$10, só lá mesmo!
De lá fomos procurar a tal feira. Eu, dentro do meu vestidinho xadrez, branco e preto, minha big bolsa preta e havaianas stripes no pé, e os demais de tênis e jeans. Eu sou uma anta mesmo!
Perguntamos da tal feira e todo mundo falava que era pertinho. Andamos, andamos e o pertinho nunca chegava. Chegamos ao ponto de parar um táxi, mas o motorista falou que só faltavam 3 quarteirões, então fomos andando mesmo.
Detalhe é que tinha muita areia e terra no caminho e meus pés viraram quase que uma escultura de barro. Lindo.
Um pouco antes de chegarmos lá, encontramos duas lhamas no caminho e teríamos tirado fotos com elas, não fosse um boliviano chegar perto e começar a abraçar e beijar as lhamas. O cara nem deu espaço pra gente tentar estabelecer contato com elas, aí deixamos ele lá naquele ritual de acasalamento (só pode!) e fomos pra feira.
A feira é um lugar gigantesco, com todas as coisas falsificadas que você consiga imaginar. Perguntei, no meu espanhol tosco, pra milhares de pessoas sobre a tal lojinha de casacos de couro e não encontrei absolutamente nada. E ninguém sabia também dessa tal loja.
Cansados e eu suja, decidimos nos mandar daquele lugar, não sem antes Ylana comprar 2 óculos de sol.
Ylana teve então a "brilhante" idéia de pegarmos um ônibus e irmos até o ponto final, pra ver a cidade. E foi exatamente isso que fizemos. Pena que esqueci minha máquina nesse dia e que achei que tinha gravado as fotos da Ylana e não gravei. Vimos muito lugar feio, fomos parar num lugar muito longe e parecia interiorrrrr.
A melhor parte de tudo foi a volta. Cansados, sujos e provavelmente fedidos, nada como voltar ao hotel.
Banho tomado, cada um ficou um pouquinho na internet, pra mandar notícias aos familiares e depois começamos a pensar no que comeríamos à noite. Como não conhecíamos nada mesmo, o jeito era sair andando por aí até encontrar algo interessante. Foi o que fizemos. Encontramos um restaurantezinho chamado "Jalapeño". Eu não estava com fome, mas Chu e Ylana se esbaldaram com umas panquecas com molhos e uma carne mexida. 

E como o lugar era super higiênico, por lá ficava um gatinho fofo pedindo comida pra quem aparecesse. E apareceu uma povão por lá, sentou, pediu a comida, e uma das mulheres pegou o tal gatinho, abraçou, beijou e depois comeu com mão "de gato". Imagina se eu não fiquei com nojo né... Mas como o hit da viagem era "ado, aado, cada um no seu quadrado", fiquei eu no meu quadrado e deixei a mulher no dela. E ema, eema, cada um com seus problemas!Depois de um dia assim cansativo, assim sujo, assim "jalapeño", só nos restava a opção tomar banho (de novo?) e dormir. E foi o que fizemos.
E a aventura continua...

Não podia faltar uma fotinho do Chu, feliz da vida por ganhar um beijo meu, no "Trem da Morte".

1 querendo aparecer:
Uma palavra sobre seu relato boliviano: ADOOOOOOORO!!!
Ai Kell, q saudade q eu estou dakele país jalapeno e das nossas aventuras!!!
Oruros pra vc...
bjss
Postar um comentário