quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!

Sempre fui uma pessoa muito desastrada. Quebrar copo, derrubar suco/refrigerante na mesa, molho de tomate na roupa branca, fazer talheres voarem... Essa sou eu! Mas o pior de tudo é que, por um longo tempo da minha vida, eu levava um tombo "dos bons" a cada duas semanas, pelo menos.
Nessa época, criei uma teoria: As coisas não caem da minha mão. Elas pulam. Eu não caio. Eu me jogo.
Mas quero compartilhar o tombo mais horroroso da minha experiente vida.
Ano: 2002, eu acho. Trabalhava lá no Brooklin, na Padre Antônio, então tinha que descer na Berrini e andar uns 5 quarteirões.
Garoava e lá fui eu, feliz e contente trabalhar. No meio do caminho até a agência, existia uma loja de materiais para pintura, tinta, tela, etc, etc, bem numa esquina. Nessa mesma esquina se formou um poça de água bem suja enorrrrrrmeeee. É lógico que não haveria local mais propício para um bom tombo e foi lá mesmo que eu caí.
Não sei se tinha tinta óleo no chão ou se eu sou retardada mesmo, só sei que escorreguei de lado, bati o quadril no chão e deslizei poça adentro. E na poça com certeza tinha tinta óleo porque minha roupa ficou inexplicavelmente oleosa.
O mais legal é que fui sair da tal poça, meu pé enroscou numa sacolinha plástica providencialmente colocada sob meu pé quando tentei levantar, e eu não conseguia me levantar de jeito nenhum! Tentava me agarrar ao poste mais próximo mas a sacolinha fazia com que eu escorregasse. Depois de tentar me levantar por um tempinho, apareceu um senhor que me ajudou nisso, retirando a sacola marota do meu pé. Me levantei, agradeci o bom senhor, peguei minha bolsa que tinha voado pro chão e entrei na loja de pintura - lá trabalhava uma conhecida minha - e fui telefonar pra agência, aos prantos. Chorava mais por causa da vergonha do que por causa da dor. E enquanto eu telefonava, o senhor que me ajudou entrou na loja com minha blusa, a de frio que também havia ido pro chão.
Liguei na agência, me mandaram um táxi, aliás... até avisaram o taxista - que felizmente também era meu conhecido - da minha situação e o cara colocou saco de lixo no banco de trás pra me transportar, garantindo que o banco não sofreria danos.
Fui pra casa, dispensei o taxista e me mandei pro banho. A melhor descoberta foi o estrago no meu quadril. Um hematoma gigantesco, quase do tamanho de 1 palmo! Pra completar, passei alguns meses sem sensibilidade nesse lado do quadril, o direito, e quando comecei a ficar preocupada com isso, ele deu sinal de vida.
Sobrevivi.

Posso contar mais um?

2003, penso eu. Eu trabalhava numa outra agência, na Av. Ibirapuera. Sexta-feira era o famoso casual day, quando podíamos usar calça jeans e salto. Um charme.
Desço eu naquele canteiro central, atravesso a rua. De calça jeans e sandália alta. Passo em frente a um bingo, o Circus, onde os seguranças ficavam fazendo nada na porta, olhando a mulherada passar. Justo lá estavam reformando a calçada e ela estava bem esburacadinha. O salto prendeu não sei onde e eu voei pra frente, quase em cima de um cara que vinha na direção oposta. Foi bolsa prum lado, óculos de sol pra outro e, felizmente, não tinha mais nada pra voar. O rapaz me ajudou a recolher as coisas caídas, agradeci e nisso ouço um dos seguranças, em alta voz, perguntando se eu estava bem. Dei um sorrisinho do tipo "quero te matar" e falei que sim. E aposto que eles ficaram rindo de mim.
Mas a sorte é que eu estava de calça jeans pois no joelho apenas ralou o tecido. Imagine o estrago se fosse uma calça social!

Mais um?

2004, acredito eu. Voltava eu dessa agência na Av. Ibirapuera e ia direto pra faculdade. Peguei um daqueles malditos ônibus que não pegam ninguém no caminho então pode-se descer pela frente também. E eu fiquei na frente.
Quando fui descer, um ser humano ficou parado bem do lado mais largo da escada e eu fui descer pelo lado em que ela afunila. O salto da sandália linda que havia ganho do pessoal do trabalho uns 3 meses antes no meu aniversário enroscou no cantinho da escada e eu fui caindo porta a fora. Quando pensei que o pior havia passado e que eu poderia voltar a posição normal, em pé, o babaca que tinha ficado parado na porta aparece com o salto da minha sandália na mão! Que ódiooooo!

O último, eu prometo.

2006, imagino. Meu então namorado foi me buscar no trabalho. Era noite e íamos sair pra jantar.
Fui descer a escada que dava pro estacionamento quando vi um carro, que imaginei ser do namorado, vindo. Fui olhar pro carro e descer a escada ao mesmo tempo, o que se mostrou impossível visto que desci a escada mais rápido e duma forma tão estranha que não me permitia mais olhar pro carro, mas sim pro chão. Arrebentei um pé da sandália preta que comprei numa ponta de estoque da Martinez por R$ 89,00 e rasguei o joelho de uma calça da Ópera Rock, mas que comprei num lugar onde também estava em promoção. A calça era linda.
Eu nem ia chorar, mas quando vi um amigo meu dentro do auto-atendimento do banco, em frente a escada e meu então namorado, que desceu correndo pra me salvar, desatei a chorar. Que vergonha!

Gente, essa sou eu. Juro que tentei não ser assim, mas é mais forte que eu. Foi mal.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Não sei...

Não sei… se a vida é curta…
Não sei…
Não sei…
se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura…
enquanto durar.

Cora Coralina

...........................................................................................................

Queria muito contar as aventuras de ontem, mas o máximo que consigo fazer é Ctrl+C, Ctrl+V. Cansaço. Muito sono. Boa noite.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Just another funny day

Mais um sábado em minha vida no qual, teoricamente, eu deveria ir à igreja, mas minha prima Ylana, lá do Goiás, só aparece aqui aos sábados. Ok. Seja bem-vinda Ylana.
Fomos, Will e eu, pegar dona Ylana e seu ex-futuro-namorado JJ no aeroporto. JJ doesn´t speak portuguese, mas como meu inglês tá pior que qualquer coisa, Ylana tentou traduzir tudo, mas se encheu e ele que se dane. Quem mandou ser australiano, morar no United States of America e nunca ter tido a fantástica idéia de fazer um curso de português? Só porque em todo santo lugar tem alguém que fala inglês esse povo se sente no direito de acreditar que temos a obrigação de nos comunicar com eles e na língua nativa dos mesmos, mas eu tô nem aí. Eita que revolta!
Comemos pizza porque é óbvio que em São Paulo se come pizza e fomos andar pela Av. Paulista. Passamos pelo Parque Trianon, que está menos hostil e acho que mataram os hippies daquele lugar. Algo meio sinistro pois penso num Hitler acabando com os hippies. Aquele lugar era habitado por hippies, mas dessa vez nos deparamos com uns EMOs, o que é bem pior. Eu acho. E me lembrei daquele vídeo do youtube, Confissões de um EMO. Clique ali. E me lembrei do Dheuller imitando o cara do referido vídeo. Huahuahuahuahuahua. Eu sei que pra vocês não tem graça, mas isso não importa.
Depois do Trianon, fomos ao MASP. Não roubamos nenhum quadro, só pra reforçar. Ficamos sentadinhos naqueles banquinhos depois do vão livre, fotografando, conversando, rindo e vendo um casal homossexual - aparentemente homens, mas vai saber - dando vááááários beijos. Coisa de louco! Em São Paulo, tudo pode. Viva Marta Suplicy!
Estávamos lá conversando quando apareceu um rapaz para nos apresentar seu produto. Caixinhas bonitinhas feitas com aqueles postais de restaurante. É lógico que compramos e o fizemos confeccionar as tais caixinhas na nossa frente, acreditando que aprenderíamos a arte milenar de fazer caixinhas, mas não dá pra entender nada de onde ele dobra, encaixa, corta, lambe (isso ele não faz, mas me deu vontade de inventar alguma coisa). Mas as caixinhas são uma graça. Depois vou até postar uma foto delas.
Enquanto ele fazia as caixinhas, começamos a conversar. O papo foi parar em religião, acredita em Deus, não acredita, diabo existe, não existe, e estava vendo a hora em que alguém ia sair no braço. Mas resolvemos tudo na santa paz. O rapaz, de nome Tiago (não vou falar mais nada porque ele está disposto a me processar e ganhar todo o dinheiro que NÃO tenho), começou a filosofar muito, mas muito mesmo, e a única conclusão sábia à qual consegui chegar é que ele leu O Mundo de Sofia. A segunda conclusão sábia é que ele leu bêbado. Só pode. A conversa se tornou "deveras" (de onde eu tirei isso?) engraçada e, se não aproveitamos nada de tanta sabedoria jogada ao vento, pelo menos muita endorfina foi liberada em nosso sangue, o que é bom, mas não sei exatamente porque.
Depois de uns muitos minutos de conversa, um amigo muito *bonito* (lembre-se que quero dizer outra coisa quando a palavra aparece entre asteriscos) de minha prima Ylana apareceu e ela tinha, mas tinha mesmo que dar atenção pro rapaz. Aliás, acho que ela tem que dar ainda MAIS atenção a ele porque, DE-FI-NI-TI-VA-MEN-TE, ele merece. Pode-se gastar algumas vááááárias horas dando atenção ali.
Mudando de assunto.
Da Paulista viemos em casa buscar a Nay pra irmos ao shopping. JJ adentrou o mundo do cocô (o quintal de casa) e acho que ele deve estar com muita vontade de voltar pra casa. Mas eu não tenho culpa da Mel ter mudado o banheiro, que antes era no meio do mato, pra rampa da garagem. E JJ deve estar odiando isso aqui ainda mais porque Ylana parou de traduzir tudo e ele não tinha com quem se comunicar. Mas quem mandou não fazer um curso de português para gringos?
Fomos pro shopping, tomamos um capuccino pois estávamos todos sonolentos e fomos andar. O Will precisava comprar algumas roupas de homem sério e, enquanto isso, Dayane e Neimar se dirigiam ao shopping pra nos encontrar. Na verdade pra encontrar a Ylana, porque JAMAIS eles iriam se deslocar de qualquer lugar pra ME ver.
Enfim todos se encontraram, se abraçaram e beijaram, JJ conseguiu alguém (Neimar) pra conversar e assim todos ficaram felizes.
Horas de conversa, comidas, bebidas e a Day comendo alucinadamente só porque tá comendo por dois e, depois de comer muito ainda sentiu vontade de comer sanduíche de metro, mas lá não tinha. Sendo assim, meu sobrinho vai nascer com cara de sanduíche de metro. Mas se tiver os olhos azuis do pai, tá valendo. Imagine um sanduíche de metro com olhos azuis...
Não. Eu não estou bêbada nem drogada. Mas estou com sono, então é quase a mesma coisa.
Depois de muito conversar e ficar tão tarde que até a praça de alimentação do shopping estava fechando, resolvemos partir. Mais beijos e abraços e lá fomos nós.
Chegamos em casa, o povo ficou lá na sala, coloquei roupas coloridas pra lavar, roupas brancas de molho e vim pro computador na falha intenção de fazer a pauta da reunião de amanhã (hoje). Mas é lógico que não consegui.
Então... amanhã, que na verdade é hoje, terei que acordar cedo pra fazer isso e minhas olheiras continuarão aumentando até tomarem conta do meu corpo e todo mundo acreditar que fui pra praia e peguei uma cor.
Sendo assim, acho melhor tomar um banho e dormir.
That´s all folks!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Numa sexta-feira, há muito tempo atrás...

Long long time ago, num tempo em que minha vida era muito boa mas é claro que eu não sabia, às sextas-feiras minha família - que ainda permanecia unida - se unia à família da tia Evonilde - onde faltava um - para jantar e dar boas vindas ao sábado.
Esta era uma reunião feliz e passávamos longas horas na companhia uns dos outros, dando muitas risadas. Incrível é que nunca brigamos. Reunião de família às vezes serve pra "lavar roupa suja", que não era nosso caso.
Continuando...
Numa dessas sextas-feira, uma muito quente por sinal há uns 9 ou 10 anos, nos reunimos em nossa casa como de costume. Jantamos, conversamos e demos risada. Tudo normal.
Mas nesta noite, a Nay, minha irmã, resolveu dormir mais cedo. Sharli, Will e eu, sem nada melhor pra fazer, precisávamos nos ocupar. E nada melhor que irmã caçula dormindo pra ocupar bem o tempo.
Pegamos todas as cobertas/cobertores/edredons que encontramos pela casa e colocamos sobre nossa amada e sonolenta irmã/prima. Para nossa total alegria a Nay não acordou, e não demorou pra que ela começasse a suar descontroladamente. Porém nossas mães muito espertinhas e com ouvidos biônicos detectaram nossas risadas também descontroladas, e nisso se acendeu a luz de alerta que toda mãe possui quando seu filho está aprontando alguma coisa ou se encontra em perigo. Nesse caso, dona Édina tinha filhos aprontando e filha em perigo. Era ÓB-VIO que estávamos aprontando. Mais óbvio ainda era que a vítima era a Nay.
E assim, nossa maldade foi literalmente descoberta. Mas tudo bem, já que nosso objetivo de judiar da Nay foi alcançado com sucesso e não queríamos um homicídio culposo em nossos currículos.
Dez anos depois...
Acho que a Nay deve ter algum trauma por causa disso e quase todo dia ela se vinga de mim.
Como?
Elementar meu caro Watson: Nayane sabe do meu profundo amor à minha cama, de quão precioso é meu sono. Aí, ela gentilmente coloca seu celular para despertá-la uns 40 minutos antes do MEU horário de acordar. Tudo bem, já que ela precisa levantar. Mas ela não levanta! Às vezes, 10 minutos depois o celular toca novamente. E ela mexe no celular, vira pro lado e dorme. Se bobear, ela ainda levanta depois de mim.
Como dizem por aí: Aqui se faz, aqui se paga. Estou pagando com juros e correção.

Feliz sábado a todos!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Pra terminar o dia

Deus já sabia o quanto eu ficaria triste no dia em que o Jeremias, o gato, desaparecesse. E esse dia chegou, há uma semana e 3 dias, num domingo.
Ele sempre costumava dar umas voltinhas por aí, como todo gato macho. Mas chegou a segunda, a terça, e nada de Jeremias voltar. Às vezes ele realmente se prolongava nesses passeios, mas depois que uma semana se completou, percebi que ele não voltaria. Desde então tenho ficado mais triste a cada dia.
Já sonhei várias vezes com ele, mas sempre acordo mais triste porque ele não está em casa.
O Jeremias era o gato perfeito. Aprendeu a ser mais comportado que os gatos normais, não fazia sujeiras em casa, matava baratas e conversava conosco. Fazíamos perguntas a eles, que exigissem resposta sim ou não, mas ele sempre respondia não. Era engraçado... pelo menos pra mim e minha irmã.
Ele tinha um miado coisa mais bonitinha. E às vezes ele tinha uns ataques de loucura e nos mordia. Não sei exatamente a razão das mordidas, mas eram ataques engraçadíssimos.
Mas o Jere sumiu. E ainda estou torcendo pra que ele só esteja por aí namorando. Ou tenha encontrado uma dona melhor do que eu. Difícil.

Hoje, voltando do trabalho, cansada, acabada, com dor de cabeça, eis que, pertinho de casa, ouço um miadinho. Não, não era o Jere. Olhei pro lado e vi uma caixa de papelão, e lá dentro, uma gatinha bebê, preta com as patinhas e o focinho brancos, COI-SA MAIS LIN-DA! Não pensei duas vezes. Eu não conseguiria dormir sabendo que a coitadinha estava lá fora, numa caixa de papelão e a chuva quase chegando.
Peguei-a - ela estava super assustada - enrolei-a numa blusa por causa dos cachorros aqui de casa, e tive que dar um banho na pobrezinha. Apesar de muito pequena, ela estava bem sujinha e um paninho úmido não seria o suficiente pra eu acreditar que aquele ser estava limpo. Enchi uma bacia com água quentinha, mergulhei a gatinha nela (a cabeça não proque eu não sou tão idiota assim), passei shampoo, esfreguei ela toda, enxaguei com mais água quentinha e só não passei condicionador porque eu não sou a Nay. Sequei com um pano e depois com o secador de cabelo. Ela não gostou muito, mas teria morrido de frio se eu não fizesse essa boa ação.
Mostrei a caixa de areia pra ela na esperança de que ela saiba que lá é o banheiro e não outros lugares da casa. Mostrei também a vasilha de ração, mas ela não se interessou muito. O que ela realmente queria era fugir de mim e conhecer todos os cantos da casa.
Dei um tempo pra ela se acostumar com o ambiente, tentei estabelecer contato usando minha mão para divertí-la, e ela gostou. Tudo bem que, até então, ela não havia associado o fato de que aquela mão que brincava com ela, me pertencia. Ela adorou a mão, mas não gostava de mim.
Como eu não estava com paciência pra ser babá de gata, vim pro computador e trouxe a coisinha junto. Coloquei-a em cima da mesa pra garantir que não a perderia de vista e ela começou a desbravar o local. Foi pra dentro da CPU, que está aberta, sentou-se sobre um cd, mordeu alguns cabos, brincou com meu Neosoro, digitou algumas coisinhas pro Edu no msn - nada inteligível - e depois se deitou ao lado do som e dormiu. Tirei algumas fotinhos da dorminhoca, que se chamará Kiki, mas depois de um bom tempo ela acordou. Ficou invocada que eu não parava de digitar, quis brincar com minha mão "digitante", mas resolveu se ajeitar no meu colo e continuar a soneca.
Aí a Nay chegou, tirou a Kiki de mim e agora ela dorme no sofá, junto de sua verdadeira mãe.

Mas o que eu queria dizer é que, apesar da saudade do Jere, que é enorrrrrrrme já que ele é o gato do meu coração, Deus sabia que no meu caminho existiria uma outra gatinha que precisava de casa, comida e pêlo lavado e que faria com que eu ficasse menos triste. Bom demais.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Um bom poema



um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto


Paulo Leminski

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

E o que você está fazendo?

Há quase 11 anos decidi ser vegetariana. Isso mesmo. Não comer carne, de espécie alguma. Não como carne de vaca, nem de frango, nem peixe.
Por que? Sei lá. Apenas olhei para a panela, com carne dentro e falei que nunca mais comeria aquilo. E não comi mesmo.
De uns tempos pra cá venho descobrindo outras coisas relacionadas com o vegetarianismo. A luta pelo respeito aos animais - não somente deixando de comê-los - mas em outros campos igualmente importantes. Experiências em animais feitas pela indústria de cosméticos, entre outras, me conscientizaram da necessidade de uma atitude pessoal em relação a isso. Não necessariamente levantar cartazes e bandeiras ou recriminar aqueles que não possuem tal postura. Simplesmente, fazer a minha parte.
Ainda não sou a pessoa que mais respeita os animais. Ainda consumo ovos, leite e derivados e uso calçados e bolsas de couro, cuja produção também acarreta sofrimento (direto ou indireto) aos indefesos animais. Não sei se conseguirei ser o que gostaria. Uma alimentaçao vegana, sem nenhum derivado animal, exige muita criatividade e um paladar que não possuo. E olha que tentei tomar o tal do "leite de soja", mas INFELIZMENTE não lembra, nem de longe, um geladinho copo de leite. Isso é triste.
Não quero aqui discutir o certo e o errado. Quero expor o que penso e sinto e deixar que você tire sua conclusão sobre o assunto.
Para isso, vale a pena conferir dois vídeos disponíveis no youtube. Colocarei somente o link da primeira parte de cada um, mas por favor assistam tudo.
Earthlings
A Carne é Fraca

Pense nisso.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ai ai... (suspiros)

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Fernando Pessoa, na pele de Alberto Caeiro. Ou o contrário; não sei. Mas amo.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Pára tudo!

Meu dia de-fi-ni-ti-va-men-te merece um post. É bem óbvio que uma semana dessas merecia terminar numa sexta-feira assim. Desse jeito.
Acordei - nem um pouco feliz e contente porque eu continuava com muito sono - tomei banho, passei minha roupa, me vesti, tomei um iogurte, escovei os dentes e fui trabalhar.
Dia corrido, várias coisinhas chatas para resolver e eu só estava feliz porque às sextas (teoricamente) trabalho só até meio-dia. Mas o meio-dia se transformou em uma e meia e foi a essa hora que me mandei.
Antes de ir pra casa, passei no mercado pra uma comprinha das coisas pro fim de semana - queijos, chocolate, iogurte, pão e claro: catchup Heinz! - e me dirigi ao caixa. As mercadorias vão passando e o código do catchup "no ecziste", aí ele fica por último. A mocinha tentou um monte de vezes e, vendo que não teria suscesso, vira e fala: "Ai moça, não vai dar pra levar o catchup". Quê? Tá louca é? É claro que o pingo de educação que me resta não deixou que meus pensamentos se transformassem em palavras. Então, com cara de gente educadinha, respondi: "Vai sim. Ele tava na prateleira, com preço e tudo, então eu vou comprar". Não sei o que as pessoas pensam quando falo desse jeito. Só sei que as coisas acontecem. E aí ela chamou uma outra mulher que a fez DIGITAR o código do produto e, milagrosamente, pude comprá-lo. Tudo tão simples...
Tá.
Fui pra casa e comecei a rotina de limpeza de sexta-feira. Limpei as mesas da cozinha, limpei o chão da cozinha e recebi uma ligação. Josi. Adivinhem pra quê? Pra me convidar para um daqueles programas interessantíssimos que só ela tem. Médico. Tá bom, eu vou. O melhor é que dessa vez ela parecia saber onde era a tal consulta.
Fui ao encontro de Josi e me sentei num banquinho para esperá-la. Eis que, de repente, surge do além uma senhora e, em tom ameaçador, pergunta: "Quer comprar uma trufa?". Respondo: "Não, obrigada". Mas ela insiste: "Minhas trufas estão muito gostosas". E eu com isso? Já não falei que não quero?. Mas respondo: "É que meu estômago não está muito legal hoje. Obrigada.". E ela retruca: "Mas se comer chocolate melhora". Anham. Agora a senhora faz chocolates homeopáticos também. Mas eu falo: "Que nada. Preciso é comer maçã pra ver se melhora". E ela tinha que falar: "Maçã é que dá azia". É lógico que dá azia. Na senhora, que só fica aí comendo essa porcaria de chocolate. Falei mais um "hoje não obrigada" e cortei a conversa antes que eu fosse obrigada a arremessar aquelas trufas bem longe.
Eis que surge a Josi para me salvar!
Lá fomos nós pro Centro Médico Carlos Gomes, ao lado do shoppping Boa Vista, ou Boavista, sei lá, lá em Santo Amaro. Trânsito ruinzinho mas chegamos lá pelas 17:05h, sendo que a consulta era às 17h. Aí a Josi pergunta umas coisas na recepção e "descobre" que, na verdade, ela deveria ter ido ao Centro Médico da Mulher, na Washington Luís. Justamente quando ela sabe como chegar aos dois lugares, é claro que ela vai pro errado!
Já que não conseguiríamos chegar mesmo no outro lugar, fomos dar uma voltinha no shopping. Massssssss... eu tinha que chegar em casa antes do sol se pôr pra fazer um pedido da Avon pra minha *querida* irmã que deixou pro último dia e pra pessoa errada. Andamos pelo shopping e, fatalmente, fomos parar numa livraria. Quando nos demos conta, 18:22h. Nos mandamos, mas o trânsito nesse horário é triste.
Mas como a Josi é pilotA (isso existe?) de fuga, botei os pés em casa às 19:28h. Corre pra cá e pra lá, procura papel com o código da Nay e? TCHANANANAMMMM... Consegui fazer o pedido!!!
Depois de hoje, e dessa semana, só quero um pouquinho de paz.
Pára tudo!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A verdadeira história das cores

AVISO IMPORTANTE: Se você, que aprendeu aquele monte de baboseiras sobre cores primárias (vermelho, amarelo e azul), que vermelho+azul=roxo, que as cores em movimento=branco, etc, etc, etc, e não deseja se decepcionar com a verdade - do tipo "Papai Noel não existe" - NÃO LEIA ESTE POST!!!

Chega de mentiras. Aquela sua professora medíocre contou pra você uma bela duma mentira, mas talvez porque a professora dela também contou e por aí vai. Mas como disse Gandhi certa vez, quando provavelmente não tinha nada melhor pra fazer e estava lá pensando na vida, "O erro não se torna verdade por se difundir e multiplicar facilmente. Do mesmo modo a verdade não se torna erro pelo fato de ninguém a ver". Sendo assim, não é porque todo mundo conta a historinha das cores primárias que ela é verdadeira!
Conversando com o Sr. Edu B. K. C. da Páscoa, em uma demonstração de seus sábios conhecimentos em cores aditivas e subtrativas (no dia eu entendi mais ou menos. Agora não lembro *porcaria* nenhuma!), descobri a farsa sobre as cores primárias.
Como eu não lembro absolutamente nada das explicações dadas por elem então vou postar o e-mail que ele me mandou mais 3 figurinhas que ilustram o mistério das cores. Talvez um dia ele se anime e me mande uma explicação boa pra isso, pra todos os leitores deste blog (que não deve passar de 5 pessoas!) se unam e façam um abaixo-assinado para a mudança da educação colorida feita atualmente em nossas escolas.



Legenda das figuras, na ordem em que aparecem:

  1. 1. Modelo CMYK
  2. 2. Modelo RGB
  3. 3. Cores Primárias (a farsa)
"Só pra esclarecer melhor o esquema das cores primárias... Quando disse que era uma farsa, foi no sentido de que a partir de um modelo desse não seria possível ter uma variedades de cores tão vasta como no modelo cmyk.

Pegue como exemplo uma foto que seria impressa numa impressora jato de tinta... Se ao invés de ter uma impressora com cian, magenta e amarelo, tivesse vermelho, azul e amarelo, na segunda opção, a representação das cores reais seria bem mais falha e feia do que na primeira.


Aí você vai me perguntar: Ah, é? E por que ficaria feia?

Simples, quando houver a mistura das 3 cores primárias, o resultado é a cor de burro quando foge, e qualquer coisa pintada com cor de burro quando foge, fica feia. Simples, não?"

Se vocês não entenderam nada, sintam-se à vontade para perguntar. Como eu também não entendi lá muita coisa, repassarei toda e qualquer dúvida ao Edu e o forçarei a elaborar um texto
bem explicativo sobre o assunto.

E não fique bravo com aquela sua professora que chamei de medíocre. Na verdade ela também foi enganada, e tenho certeza de que, se ela soubesse a verdade verdadeira, e não a verdade inventada, ela já teria te contado.


Uma ótima semana a todos!

by TemplatesForYou-TFY
SoSuechtig, Burajiru
Distributed by Free Blogger Templates